Taça em campo e na quadra

Exemplo do vôlei celeste neste fim de semana também aconteceu com o Flamengo, em 2001

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Experiência. Além do suporte de grande clube de futebol, Flamengo tinha jogadoras muitos rodadas quando foi campeão da Superliga
douglas magno
Experiência. Além do suporte de grande clube de futebol, Flamengo tinha jogadoras muitos rodadas quando foi campeão da Superliga

Qualquer conquista em dobro tem um sabor diferente e especial. Esse foi o caso do Cruzeiro nesta temporada. O último domingo reservou ao clube um duplo título em diferentes modalidades. Pela manhã, o Sada Cruzeiro, equipe de vôlei, conquistou, pela segunda vez na sua história, a Superliga masculina. Horas mais tarde, foi a vez do time de futebol ser campeão mineiro, após empate com o arquirrival Atlético, no Mineirão.

Tal façanha já ocorreu em outras ocasiões e não faz muito tempo. Uma das mais recentes aconteceu com o mesmo Cruzeiro, no ano passado, mostrando a sintonia entre os campos e as quadras. Antes de confirmar o terceiro título do campeonato brasileiro de futebol, em dezembro, o time celeste viu a multicampeã equipe das quadras levar o Campeonato Mundial de Clubes, título inédito para o Brasil, em outubro de 2013.

O feito de títulos seguidos em pouco tempo pode ser repetido caso os craques das quadras consigam o bi do Mundial, marcado para o próximo mês, no Mineirinho. Meses depois, em agosto, o time azul pode conseguir o tricampeonato da Taça Libertadores.

LEMBRANÇAS. Em 2001, o time feminino de vôlei do Flamengo foi campeão da Superliga ao bater, na final, o rival Vasco da Gama.

Na época, as duas equipes contavam com as maiores estrelas do vôlei brasileiro, como Leila, além de Virna e Arlene, pelo lado rubro-negro. Pelo lado vascaíno, nomes como Fernanda Venturini e Ida mostravam a força do lado cruzmaltino.

Semanas antes, o time da Gávea conquistara um dos campeonatos cariocas de futebol mais emocionantes da história. Depois de perder o primeiro jogo para o Vasco, por 2 a 1, o Flamengo precisava vencer o segundo jogo por dois gols de diferença para ser campeão. Nos últimos segundos, quando o placar marcava 2 a 1 para o Flamengo, o meia sérvio Petkovic cobrou falta precisa no ângulo do goleiro Hélton, confirmando um título inesquecível. O gol garantiu o título aos rubro-negros em uma das conquistas mais marcantes da história do clube.

“Desfilamos no carro do Corpo de Bombeiros, algo que não era muito comum na época. Passamos perto da sede do Vasco e nosso técnico (Luizomar de Moura) fez questão de gritar ‘vice de novo!’. A comemoração do time de futebol, que era algo bem maior, foi até mais simples nesse ano. Fomos convidadas pelo Edilson para irmos na festa do time deles na Barra”, lembra a libero Arlene, do Decisão Engenharia-Minas, que na época atuava como central.

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