Espetáculo revela matrizes da música popular brasileira

Grupo Anima comemora 25 anos com concerto didático e oficinas temáticas no Conservatório da UFMG

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |

Integrantes do grupo oferecem apresentação multimídia e oficinas
Gabriel Bernd
Integrantes do grupo oferecem apresentação multimídia e oficinas

Formado em Composição Musical pela Unicamp, Marco Scarassatti conheceu o grupo Anima em sua primeira formação, na época de sua graduação em Campinas. Vinte e cinco anos depois, professor da Faculdade de Educação da UFMG e integrante do Diretório de Ação Cultural da universidade, ele recebeu o material do novo projeto do grupo, Encantaria: Matrizes da Música Brasileira. “Achei que seria pertinente porque a proposta deles de ultrapassar o espetáculo, ligando também a área de formação, vai ao encontro do nosso objetivo atual de integrar os espaços da UFMG”, explica Scarassatti.

O resultado é a passagem do Anima por Belo Horizonte, em comemoração aos seus 25 anos. Ela começa nesta terça com oficinas durante o dia e um concerto didático, às 20h, no Conservatório de Música. E vai até nesta quarta, com um espetáculo estritamente musical, dentro do projeto Quarta Doze e Trinta no campus da UFMG.

“O que eles vão trazer é um recorte da musicalidade das diversas regiões brasileiras aliado à música popular de concerto nacional”, elabora Scarassatti. Segundo ele, nesse novo projeto, o Anima quer oferecer uma troca de saberes e experiências que o grupo acumulou em seus 25 anos de existência.

Para isso, o concerto desta terça à noite inclui projeções de imagens e vídeos ligados à cultura popular e material impresso. Gravitando em torno das performances no palco, eles “buscam evidenciar as interseções das canções apresentadas com os elementos formadores da música popular brasileira”, avalia o professor.

Indo ainda mais além nessa pesquisa por origens, as oficinas – que acontecem nesta terça no Conservatório, entre 9h e 12h, e das 14h às 17h – partem de instrumentos como a viola barroca, a harpa, a percussão afrobrasileira e a voz para traçar a influência da música indígena, africana e ibérica nos ritmos e gêneros típicos das regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “O objetivo do projeto é expandir a nossa memória musical para o passado e para hoje”, argumenta Marco Scarassatti.

Programe-se

Anima em BH

Oficinas. Nesta terça, das 9h às 12h, e das 14h às 17h

Concerto didático. Nesta terça, às 20h

Onde. Conservatório da UFMG (av. Afonso Pena, 1.534, centro)

Entrada gratuita

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave