Servidores da Saúde paralisam

MFuncionários não aceitaram a proposta de reajuste; atendimento foi afetado

iG Minas Gerais |

FOTO: NELSON BATISTA / O TEMPO
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Após a educação anunciar que entra em greve hoje, cerca de 300 trabalhadores da saúde de Betim, na região metropolitana, também cruzaram os braços ontem.

Eles fizeram uma paralisação de 24 horas em protesto contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela prefeitura, afetando o atendimento à população. A paralisação afetou as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), as Unidades de Atendimento Imediato (UAIs) e o Hospital Regional.

“O governo propôs 7%, sendo 3% em abril e 4% em outubro. Mas a categoria não aceita, porque, nos últimos anos, todos os reajustes foram escalonados e não representaram ganho real algum ao servidor”, disse a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores de Saúde (Sind-Saúde) de Betim, Beatriz Diniz. “Nossa perda salarial nos últimos anos chega a 27%”, completou.

Ainda segundo ela, a proposta de aumentar o valor do cartão Cesta Servidor em 10% também foi rejeitada.

A prefeitura informou que todas as unidades de saúde funcionaram, sendo algumas em escala mínima, e que uma nova reunião com os sindicatos está agendada para o dia 23.

Agentes

Após 65 dias, os agentes comunitários de saúde finalizaram a greve. A categoria acordou com a prefeitura o novo salário de R$ 910, retroativo a janeiro deste ano.

Educação

Os servidores da educação entram em greve hoje por tempo indeterminado, o que deve afetar cerca de 30 mil alunos. “Não aceitamos a proposta de 7% escalonado. Além disso, há pontos firmados em 2013 que o prefeito não cumpriu”, disse o coordenador do Sind-UTE em Betim, Luiz Fernando Souza. 

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