Pró-russos atacam novos prédios no leste da Ucrânia

Dezenas de homens jogaram pedras, quebraram janelas e invadiram a sede policial de Horlivka; após a ocupação, eles hastearam uma bandeira Russa

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Armed pro-Russian activists occupy the police station carrying riot shields as people watch on, in the eastern Ukraine town of Slovyansk on Saturday, April 12, 2014. Pro-Moscow protesters have seized a number of government buildings in the east over the past week, undermining the authority of the interim government in the capital, Kiev. (AP Photo/Efrem Lukatsky)
Associated Press
Armed pro-Russian activists occupy the police station carrying riot shields as people watch on, in the eastern Ukraine town of Slovyansk on Saturday, April 12, 2014. Pro-Moscow protesters have seized a number of government buildings in the east over the past week, undermining the authority of the interim government in the capital, Kiev. (AP Photo/Efrem Lukatsky)

Separatistas pró-russos atacaram nesta segunda-feira (14) a sede do Ministério do Interior na cidade de Gorlovka, e o prédio da polícia de Horlivka, ambas cidades localizadas na mesma região de Donetsk onde ainda há conflitos entre as tropas de governo e os manifestantes. As novas invasões desafiam as advertências de Kiev, que estipulou um prazo - já vencido - para que os ativistas abandonassem os prédios antes de uma ação militar violenta por parte do Exército.

Dezenas de homens jogaram pedras, quebraram janelas e invadiram a sede policial de Horlivka. Após a ocupação, eles hastearam uma bandeira Russa. Segundo a imprensa local, houve disparos, aparentemente de policiais que estavam no prédio, e que dispararam contra os agressores.

Essas duas invasões foram os mais recentes sinais dos conflitos na região do leste da Ucrânia, onde os manifestantes que são a favor da anexação ao território russo bloquearam e invadiram prédios do governo ucraniano em nove cidades.

Oleksandr Sapunov, um dos invasores da sede policial, disse que os insurgentes estão lutando contra as determinações de Kiev - incluindo a polícia local - e exigem a nomeação de lideranças próprias. "As pessoas vieram para dizer que eles (polícia) são um fantoche de Kiev e que não vamos aceitar isso", disse Sapunov.

O governo da Ucrânia acusou Moscou de instigar os protestos. Um dia depois de ameaçar lançar uma operação militar em larga escala para retirar militantes pró-Moscou de uma série de cidades capturadas no leste da Ucrânia no fim de semana, o presidente interino ucraniano, Oleksandr Turchynov, disse hoje que não se opõe à realização de um referendo sobre a possibilidade de conceder maior autonomia a regiões do país. Turchynov expressou confiança de que os ucranianos votarão contra a transforma do país em uma federação.

Enquanto isso, o prazo do governo ucraniano para os atiradores pró-russos abandonarem as construções do governo no leste - que era até às 3h (horário de Brasília) - não foi respeitado, sem nenhum sinal de qualquer ação nas próximas horas por parte dos insurgentes. O governo ainda não se manifestou sobre a situação.

Em entrevista à agência Interfax, o governador da região de Donetsk, Serhiy Taruta, disse que uma operação antiterrorista estava em andamento na região. Taruta não deu detalhes de como as forças agiriam. "Eles são terroristas e não vamos deixá-los decidir sobre a nossa terra", disse.

O vice-ministro do Interior, Mykola Velichkovych, reconheceu hoje que alguns policiais da região estavam mudando para o lado dos separatistas e entregando o poder das delegacias. "Temos informações de que no leste há inúmeros casos de sabotagem da própria polícia", afirmou.  

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