Filha de ex-prefeito suspeita de estelionato é encontrada morta em JF

Principal linha de investigação é de suicídio; ao ser presa em janeiro deste ano, jovem confessou que alugava imóveis que nunca existiram

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Em depoimento, Tatiana Bejani confessou ter feito os anúncios
ESTADÃO CONTEÚDO
Em depoimento, Tatiana Bejani confessou ter feito os anúncios

Morreu nesse domingo (13), Tatiana dos Santo Bejani, de 28 anos, filha do ex-prefeito Carlos Alberto Bejani e que era suspeita de estelionato em Juiz de Fora (JF), na Zona da Mata Mineira. A primeira linha de investigação do caso é de suicídio.

De acordo com a Polícia Militar, o corpo da jovem foi encontrado pelo namorado dentro da casa em que ela morava, na rua Alzira Garcia, no bairro de Lourdes. Tatiana teria feito uma “tereza”, técnica em que se usa uma corda feita com lençóis para se enforcar.

Mesmo com os indícios de suicídio, outras possibilidades para a morte serão investigadas pela Polícia Civil, que vai aguardar o resultado do exame realizado pela perícia para confirmar a causa do óbito.

Tatiana foi presa no dia 21 de janeiro deste ano em um salão de beleza do município. A mulher teria  divulgado vários anúncios de aluguéis de casas de praia pela internet. Ela recebia o valor da locação, mas, quando chegavam ao destino, as vítimas descobriam que os imóveis não existiam.

Um dia após ser detida, a jovem prestou depoimento na 7ª Delegacia Distrital de Juiz de Foro, confessou os crimes e afirmou que não se arrependia dos golpes.

"Vivi muito, tudo que eu pagar agora valeu a pena. Viajei, fiquei nos melhores hotéis e tudo com o dinheiro disso aí", ironizou na época.

A mulher, que tentou se tornar vereadora em 2004, chegou a ser indiciada por estelionato, mas respondia em liberdade.  Não há informações sobre o horário e o local do sepultamento de Tatiana.

Em fevereiro deste ano, o pai da jovem  foi condenado a oito anos e quatro meses de regime fechado por corrupção. Carlos Alberto Bejani foi denunciado por enriquecimento ilícito durante o seu primeiro mandato para prefeito entre 1989 e 1992. Ele recorre da sentença em liberdade. 

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