COPA 2014 Sob direção portuguesa e ideais modestos

Equipe asiática é comandada pelo técnico português Carlos Queiroz; em 2010 dirigiu Portugal

iG Minas Gerais | victor martins |

“O Irã não vai fazer turismo, vamos disputar os jogos com muita competência, raça e amor.”
Carlos Queiroz 
TÉCNICO DO IRÃ
EBRAHIM NOROOZ/AP
“O Irã não vai fazer turismo, vamos disputar os jogos com muita competência, raça e amor.” Carlos Queiroz TÉCNICO DO IRÃ

Depois de três participações e três quedas na primeira fase, o Irã espera fazer diferente em 2014. Para disputar o Mundial no Brasil, a seleção asiática conta com técnico que fala português. Carlos Queiroz é nascido em Portugal e chega para o seu segundo Mundial, embora já tenha classificado três equipes para o torneio.

Depois de qualificar a África do Sul, em 2002, ele acabou demitido antes da disputa na Coreia do Sul e no Japão. Com Portugal, em 2010, Queiroz acabou eliminado nas oitavas de final, para a Espanha, que viria conquistar o título na sequência. Agora, o treinador sabe que a missão com o Irã não vai ser nada fácil.

Muitos reclamariam de ter a Argentina no mesmo grupo, menos o técnico português, que comemorou o fato de enfrentar grandes jogadores. Vencer Bósnia-Hezergóvina e Nigéria é possível e, por isso, o Irã vai se dedicar.

“Para nós é fantástico, uma maravilha. Viemos para jogar com os melhores do mundo e estamos juntos com a Argentina, o que poderíamos pedir mais? Lutaremos para nos classificar para a segunda fase. Vai ser fácil? Não, muito difícil, mas está em nossas mãos trabalhar para fazer partidas competentes e dignas”, avaliou Queiroz.

Mas por mais que tenha empenho e vontade, o Irã vai ter muita dificuldade para superar os outros dois adversários do grupo. Especialmente por não contar com tantos jogadores atuando no futebol internacional, como têm Bósnia e a Nigéria.

Se em 1998 aconteceu a única vitória em Copas do Mundo, contra os Estados Unidos, um grande inimigo político, a história a se fazer agora é chegar com chance de classificação às oitavas de final na última rodada. Enfrentar a Bósnia, dia 25 de junho, em Salvador, e com chance de classificação é tudo o que espera o povo iraniano.

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