Maestro desafiou ‘paredão’

Passes do meia deu força ao ataque da Raposa, que só não fez o gol graças a eficiência do goleiro do Galo

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Everton Ribeiro liderou a criação azul e saiu de campo aplaudido
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Everton Ribeiro liderou a criação azul e saiu de campo aplaudido

O craque do tricampeonato brasileiro teve um início de ano difícil devido a algumas atuações abaixo do esperado. Mas ninguém perde o talento da noite para o dia. Era questão de tempo para que o meia Everton Ribeiro desfilasse novamente suas jogadas de gênio. E nos momentos em que o Cruzeiro mais precisava dele, o camisa 17 celeste voltou a brilhar. Foi assim nos últimos duelos da Copa Libertadores e na final do Mineiro.

É verdade que o armador perdeu uma bola cara a cara com o goleiro Victor, o melhor atleta do Atlético no clássico deste domingo. Mas, no restante do jogo, o maestro orquestrou o meio-campo e o ataque da Raposa.

Os passes para os companheiros de frente eram cirúrgicos. Os lançamentos, na medida. As finalizações causavam calafrios aos atleticanos. Mas foram os dribles que mais arrancaram aplausos da China Azul.

A defesa alvinegra sofreu quando teve de encarar Everton pela frente. Em uma jogada pela direita, no primeiro tempo, deu dois dribles desconcertantes no argentino Otamendi, que ficou no chão.

Por sua vez, o goleiro Victor passou boa parte da etapa inicial tendo que operar alguns milagres para manter vivo o sonho do Galo de conquistar o tricampeonato mineiro. No lance frente a frente com Ribeiro, só restou torcer para a bola sair pela linha de fundo. E deu certo. Em vários outros momentos, no entanto, ele teve que trabalhar bastante para o placar permanecer em branco.

Um duelo à parte entre Victor e Júlio Baptista começou a ser desenhado. Mas em todas as jogadas, Victor venceu a parada. No lance mais bonito, Júlio arriscou uma bicicleta. Bem posicionado e a com a frieza de sempre, o camisa 1 do Galo não deu rebote e fez a defesa de forma tranquila.

No segundo tempo, Everton e Victor continuaram seus shows. Num dos lances de perigo, o meia tentou de longe, mas o goleiro fez a defesa no canto esquerdo.

Enquanto Victor continuava a impedir os gols celestes, Everton continuava a “bailar”. A velocidade para pensar na jogada certa era impressionante. Para pará-lo, os atletas alvinegros precisavam cometer faltas, como uma mais forte de Pierre, que acabou sendo amarelado.

No finzinho da partida, ao deixar o campo para o ingresso de Tinga, veio o reconhecimento. Aplausos, gritos e cânticos em agradecimento ao esforço do meia que joga por música. Por um capricho, aquela bola frente a frente com Victor não virou gol. Mas não fez falta para a festa dos azuis. Resta saber o que maestro vai preparar para os próximos concertos do time.

Revigorado

De pé. Apesar de algumas críticas, Everton nunca se abateu. Apesar de não ter feito um Mineiro perfeito, e ter marcado apenas um gol durante todo o torneio, saiu revigorado para o mata-mata da Copa Libertadores.

Presidente já fala em mais conquistas O presidente Gilvan de Pinho Tavares elogiou a evolução técnica dos jogadores e disse que, com esse plantel, é possível almejar outros três títulos na temporada: Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil. “Com esse elenco eu acho que dá pra gente sonhar”, avaliou. Essa já é a segunda conquista do presidente em seu segundo ano à frende do clube. “O Brasileiro, no ano passado, conquistamos com várias rodadas de antecedência, e, agora, o Mineiro de forma invicta. Eu tenho é que estar muito feliz”.

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