“É muito raro a pessoa ter um infarto e não ter sentido nada antes”

Marcelo Cantarelli Cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo Coordenador da campanha Coração Alerta

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

É possível prever um ataque cardíaco?

Sim. O coração sempre vai mandar um sinal. O que é comum acontecer é o desconhecimento da população sobre os sintomas da doença.

E os infartos ditos fulminantes?

Muitas vezes, quando vamos conversar com a família de alguém que teve um infarto fulminante, descobrimos que a pessoa havia sentido uma dorzinha, tinha tido outros sintomas. É muito raro a pessoa ter um infarto e não ter sentido nada. O mais comum é a pessoa começar a sentir alguma coisa e não ligar.

Quais são esses outros sintomas?

A dor pode vir de uma maneira mais fraca, pode não ser a dor clássica. Ela pode pegar mais na região da boca do estômago, das costas, do pescoço e subir para a mandíbula e os dentes.

Como diferenciar os sintomas do infarto de outros males?

É importante a pessoa não procurar fazer o diagnóstico ela mesma. Qualquer dor que se sinta acima do umbigo, fique atento, principalmente se for uma dor diferente das que já sentiu.

Como proceder em caso de suspeita de infarto?

O mais importante é ir para o hospital o mais rápido possível. Os tratamentos são mais eficazes se aplicados nas primeiras três horas desde o início da dor. Nesse intervalo, a mortalidade é de 4%. A cada hora que passa a mortalidade aumenta, chegando a 30% depois de 12 horas.

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