Dilma já lançou 23 pacotes, e a economia ainda está anêmica

Excesso de medidas acaba criando um problema para cada solução proposta

iG Minas Gerais | Pedro Grossi |

Para enfrentar o conturbado contexto de crises econômicas internacionais, guerra cambial e desregulação climática, a presidente Dilma Rousseff lançou mão de 23 pacotes econômicos, que tentaram blindar a economia brasileira. Ainda assim, o país não cresce a contento: o Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 2,3% em 2013 e de 0,9% em 2012.  

É impossível precisar qual seria a situação do país se os planos não existissem, mas é possível mensurar alguns impactos dessas medidas, consideradas excessivas por alguns.

Juan Jensen, sócio da Tendências Consultoria, fez um balanço dos pacotes e criticou algumas medidas, como a desoneração na folha de pagamentos. Segundo ele, cada emprego formal nos mais de 60 setores beneficiados pela medida custou R$ 140 mil aos cofres públicos. Como a média de salários nesses setores é de R$ 40 mil anuais, afirmou Jensen, o governo poderia simplesmente “transferir esse dinheiro diretamente ao trabalhador, criando uma ‘bolsa salário’, e ainda poupar R$ 2 bilhões por ano”.

O excesso de medidas, segundo o especialista, acabou criando um novo problema para cada solução que era proposta. “Todo remédio tem efeito colateral. O problema do governo é que ele atacou os efeitos colaterais dos seus remédios com novos medicamentos”, disse o economista, que citou o caso do setor de combustíveis. Para auxiliar a Petrobras, e ao mesmo tempo evitar o reajuste da gasolina para o consumidor, o governo zerou o principal tributo do setor, a Cide. Com isso, reduziu sua arrecadação, e deixou a gasolina mais competitiva que o etanol. Então, concedeu um pacote ao etanol, o que reforçou a piora fiscal. 

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