Deputado tucano nega caráter eleitoreiro nas mudanças

iG Minas Gerais | RODRIGO FREITAS |

Deputado Lafayette Andrada nega que contorno eleitoreiro no PL
ANGELO PETTINATI - 29.2.2012
Deputado Lafayette Andrada nega que contorno eleitoreiro no PL

Autor do projeto, o deputado Lafayette Andrada nega que ele tenha cunho eleitoreiro. “É simples. Em 2004, na gestão do governador Aécio Neves, houve uma grande reorganização do serviço público, o que rearranjou muitas carreiras. Acontece que essa medida resolveu 95% dos casos, mas os técnicos e analistas fazendários continuaram no esquema antigo. Esse projeto apenas modifica isso e dá a eles a isonomia em relação aos demais servidores estaduais. Não tem nada de eleitoreiro nisso”, argumenta o parlamentar.  

Andrada diz ainda que só será “promovido” para o salário de nível superior aquele servidor que, de fato, tiver feito uma faculdade. “No decorrer dos anos, muitos dos nossos técnicos de nível médio estudaram e se qualificaram. É justo que eles ganhem essa compensação. Mas quem não estudou continua com o salário de nível médio”, explica. O deputado disse ainda que, caso seja aprovado, o projeto acabará com a entrada de funcionários de nível médio na Secretaria da Fazenda, dada “a complexidade do trabalho”.

Lafayette Andrada ainda refutou a tese de que seu projeto poderia ser similar à Lei Complementar 100, que efetivou servidores da educação e foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “O governo está ciente desse projeto. Conversei com a Secretaria de Fazenda e com os sindicatos. Só o Sindifisco está reclamando”, diz ele.

O projeto de lei aguarda parecer das comissões da Assembleia. Se aprovado, vai a Plenário. 

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