Metade dos torcedores proibidos de ir ao estádio não se apresenta à PM

Dezesseis torcedores receberam pena por recentes atos de vandalismo e deveriam se apresentar no Batalhão da Polícia de Eventos na hora do clássico

iG Minas Gerais | BÁRBARA FRANÇA |

Dos 16 torcedores do Cruzeiro e Atlético impedidos de frequentar estádios por seis meses, apenas 8 compareceram ao Batalhão da Polícia de Eventos (BPE) na tarde deste domingo (30), dia de decisão do Campeonato Mineiro, sendo cinco atleticanos e três cruzeirenses. Conforme o Major Giovanni Franco, os nomes dos faltantes serão repassados ao juiz responsável pelo caso, que então determinará a punição adequada.

Os punidos, em sua maioria com idade entre 18 e 21 anos, assistiram a uma palestra sobre educação no trânsito seguida de dinâmica com uma profissional sobre psicologia de multidões, além de outras atividades educativas e de cidadania.

A medida é uma resposta às ações de vandalismo praticadas pelas torcidas no dia 30 de março deste ano, quando aconteceram os jogos de volta válidos pela semifinal do campeonato.

Durante seis meses, os impedidos de irem a estádios devem comparecer ao batalhão duas horas antes até duas depois dos jogos de cada uma das equipes para assinar termo de presença, assistir as palestras e efetuar pequenos serviços de natureza educativa.

Para o Major, o tipo de punição adotada tem como objetivo mostrar que é possível torcer de forma pacífica. "Se os jovens levarem a sério o tempo deles aqui, poderão aproveitar muito do que passamos em suas vidas daqui para frente", comenta. 

O processo relata que os torcedores do time azul foram presos com barras de ferro, tacos de beisebol, cabos de enxada e porretes nas imediações do Mineirão. Eles utilizaram redes sociais para marcar confronto com torcidas rivais.

Os torcedores alvinegros, por sua vez, segundo apontou a apuração, jogavam cones da BHTrans em pessoas e veículos que passavam pelo local no dia da partida.

Em audiências distintas realizadas na última semana, 28 torcedores das duas equipes foram julgados, quando 12 dos 14 torcedores atleticanos aceitaram a transação penal proposta. Entre os cruzeirenses, quatro aceitaram, um não tinha envolvimento e nove recusaram a transação.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou esses nove e pediu o afastamento deles do estádio e a medida já foi aceita. A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 23 de maio.   

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