Destino dá nova chance, e Sada comemora 1º título da Superliga em casa

Após quase três anos, time celeste confirmou revanche e deu a sua torcida o gostinho de soltar o grito de "bicampeão" em BH

iG Minas Gerais | GABRIELA PEDROSO |

Mais uma vez, o ginásio do Mineirinho. Inevitável entrar no “Templo do Vôlei” e não lembrar daquele 24 de abril de 2011. O sentimento de revanche, apesar dos quase três anos passados, parecia ainda  latente no coração dos torcedores celestes, que nunca engoliram aquela derrota na primeira final da Superliga disputada pelo Sada Cruzeiro. Uma nova chance era o que a Raposa queria e precisava para se redimir em casa e, se há três temporadas o Sesi-SP a impediu de dar essa alegria à sua torcida, o time paulista não teve a mesma sorte desta vez.

Boa parte dos personagens do duelo eram os mesmos, apesar do longo período passado. Em quadra, no lado celeste, o levantador William, o oposto Wallace, o líbero Serginho, o ponteiro Filipe traziam consigo o sentimento guerreiro de dever e responsabilidade por mudar o final da história. Enquanto isso, o ponteiro Murilo, o líbero Escadinha, o levantador Sandro e o central Sidão tinham a missão de repetir a dose para o Sesi. Mas se o time paulista tinha a “pinta” de favorito em 2011, este ano era o Sada Cruzeiro que tinha a  “faca e o queijo na mão”. Campeão Mineiro, da Copa Brasil, do Sul-Americano e do Mundial de Clubes na temporada, só restava ao time celeste o título nacional para coroar o ciclo.

Errar e desviar o foco era algo proibido no Cruzeiro, que destoava diante de um Sesi apático e nitidamente intimidado pela força do rival. Inicialmente, a tensão estava para os dois lados, mas bastaram alguns minutos, bolas no chão e o “uníssono” grito da torcida para que o time celeste mostrasse que não haveria ali outro campeão que não fosse o time da casa. No segundo set, o líbero Escadinha, do Sesi, chegou a comemorar e vibrar muito em um ponto da sua equipe, erguendo as mãos para o alto, como se “conversasse com Deus” sobre aquele que seria o momento da reviravolta. Mas não foi. Agora era a vez do Cruzeiro comemorar.

E se em 2011 a torcida celeste foi desanimando a cada bola virada pelo adversário, neste domingo, a China Azul parecia saber, antecipadamente, qual seria o resultado final da partida. Ao fim do segundo set, em uma porrada do central Éder no saque, foram 45 segundos diretos de gritos da torcida, que parecia orquestrada para aquele momento.

Três sets a 0. O placar estava fechado e, finalmente, a torcida celeste podia comemorar o primeiro título da Superliga Masculina em pleno ginásio do Mineirinho. Um feito inédito para o Sada Cruzeiro, cuja importância foi traduzida nas palavras de agradecimento do levantador e capitão do time, o Mago William Arjona, que lutou consigo mesmo para controlar a emoção e não deixar que ela abafasse o discurso do mais novo bicampeão da Superliga!

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