Formigas em excesso geram riscos à saúde e prejuízos

Medidas de combate erradas podem ocasionar intoxicação e até proliferação dos insetos, frisam especialistas

iG Minas Gerais | Márcia Xavier |

Editoria de arte
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  Há quem diga que formiga faz bem para a vista, mas, segundo especialistas, não é bem assim. Pequenas e muitas vezes incômodas, elas geram riscos à saúde e, até mesmo, prejuízos relevantes.    “As formigas conseguem passar por diversas partes da casa, inclusive por esgoto. Por serem andarilhas, elas acabam sendo condutoras de agentes patogênicos, que podem gerar problemas de saúde, como infecções e diarreias. Além disso, algumas espécies, fazem ninhos em aparelhos elétricos e acabam os danificando”, ressalta Guilherme Dias, biólogo da empresa Foco Dedetizadora.   Além dos prejuízos econômicos, que podem ser muitos, inclusive por danos em aparelhos elétricos, há até casos de abalos sentimentais, conforme explica a bióloga Daniela dos Santos, da ByControl Soluções em Controle de Pragas. “Formigas que atacam jardins podem colocar em risco a sobrevivência de algumas plantas. Para quem cultiva pode ser doloroso”, lembra ela. E quem sofre com elas sabe como é. As formigas, muito comum em imóveis, costumam fazer ninhos em rachaduras nas paredes, em frestas, em pedaços ocos de portas etc.   Infestação. Morando em uma casa com a esposa e o filho, o engenheiro Sergio Alves começou a notar a existência de formigas em seu imóvel. “Era uma casa nova, e elas começaram a aparecer após aproximadamente um ano de moradia”, conta.   Segundo Alves, com o aumento do número dos insetos, ele resolveu contratar serviços de uma empresa especializada.   “Elas começaram a aparecer no açucareiro, em doces, na cozinha, e isso passou a incomodar. Contratei um serviço de dedetização, e tem um bom tempo que não tenho mais problemas com as formigas”, relata o engenheiro.   E não só no ambiente familiar, as formigas, como qualquer outra praga urbana, estão por toda parte da cidade e podem ser encontradas também no local de trabalho, como vivenciou Roberta Araújo.   “Trabalho em um escritório de advocacia e tivemos problemas com formigas. Elas começaram a aparecer na diretoria e foram aumentando. Era deixar um alimento exposto que rapidamente, em questão de segundos, elas se aglomeravam neles. Fizemos uma dedetização e o resultado foi muito bom. Com orientações de um especialista, estamos seguindo a periodicidade necessária para que o foco não volte. Mantemos nossa rotina normal, mas agora sem a presença incômoda das formigas”, diz ela.   Combate. De acordo com a bióloga Daniela dos Santos, a melhor forma de combater formigas é caprichar na higienização, mas há tratamentos distintos para cada espécie existente. Devido a isso, cada caso deve ser analisado antes de qualquer ação.   “Existem dois grupos mais comuns, o das cortadeiras, que normalmente fica na área de jardins, e o das domésticas, que fica no ambiente interno das moradias, onde há fonte de alimento. O combate é desafiante, pois envolve identificar a espécie para utilizar a metodologia indicada”, esclarece a especialista.   Daniela também explica que, assim como no caso de Roberta, é preciso dar continuidade ao tratamento certo para obter bons resultados e realmente fazê-lo para que o foco dos insetos seja realmente eliminado. Medidas caseiras e uso de mecanismos comuns exigem cautela.   “Medidas caseiras como uso de vinagre, cravo-da-índia e casca de limão ajudam a inibir o aparecimento das formigas, mas somente um tratamento adequado é capaz de combatê-las. Metodologias isoladas podem resultar em insucesso. Algumas eliminam apenas as que estão visíveis. O restante do formigueiro permanece ativo e se proliferando, o que pode ampliar ainda mais o problema. Para quem usa inseticidas e outros remédios, cuidado. O uso errado pode levar a uma séria intoxicação”, alerta a bióloga.   “Existe dedetização a seco com gel, pulverização com inseticidas líquidos, iscas granuladas, várias ações que combatem formigas. A ideal dependerá da espécie e do grau de infestação. Em algumas, é necessário ficar fora do imóvel por certo período. Normalmente, o método mais indicado é o com gel, que tem baixa atoxidade. Esse gel é aplicado em locais de passagem das pragas, que acabam o consumindo e o levando para os ninhos, eliminando toda a colônia”, diz o biólogo Guilherme Dias.    Cautela. Os biólogos afirmam que em todos os casos é recomendado a contratação de um especialista. “O custo médio varia entre R$ 150 a R$ 180 reais”, pontua Dias. “O valor depende da empresa, do mercado, mas, normalmente, o custo é baixo, principalmente em relação aos prejuízos que as pessoas podem ter”, finaliza Daniela.

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