Sada Cruzeiro dá show, atropela o Sesi e fatura o bi da Superliga

Em um dia inspirado e de atuação impecável, a equipe celeste mostrou superioridade e bateu o time paulista, para a alegria geral de sua torcida, que lotou o Mineirinho

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

O vôlei brasileiro se rendeu, neste domingo, a mais um feito do Sada Cruzeiro. O time mineiro venceu a Superliga pela segunda vez na sua história ao bater o Sesi-SP, no ginásio do Mineirinho, por 3 sets a 0 (21/19, 21/17 e 21/18), mostrando porque é considerado um dos melhores times do mundo.  O jogo em três sets evidenciou a superioridade celeste contra um time com a base da seleção brasileira. Este foi o quinto título cruzeirense em cinco campeonatos disputados na temporada. O primeiro deles foi o maior de sua história, o Mundial de Clubes, em outubro passado. Depois disso, vieram o tetra do Estadual, a Copa Brasil, em cima do mesmo Sesi-SP, e o Sul-Americano. Nos últimos quatro anos, o time disputou 15 finais e conquistou 12 títulos, mostrando sua imponência no cenário verde-amarelo. A vitória fez a torcida, já mal acostumada, repetir o grito de campeão e tirar do peito o incômodo sentimento que vinha desde a temporada 2010/2011, quando os celestes caíram para o mesmo Sesi-SP, também no Mineirinho, na final da Superliga.  Se no ginásio do Riacho, a pressão e a força da torcida já é grande, dentro de um dos maiores templos do vôlei mundial essa potência foi multiplicada. Mesmo diante de um forte adversário, o Sada Cruzeiro conseguiu manter seu padrão e impor seu ritmo, desde o começo. A eficiência nas viradas de bola, marca registrada do time há quatro temporadas, deu as caras e ajudou para que o título mudasse do Rio de Janeiro para Minas Gerais. Outro fundamento que apareceu bem, talvez com o melhor desempenho no ano, foi o bloqueio. A esperada dificuldade se confirmou durante a maior parte do duelo. Troca de pontos e pequena diferença no placar, principalmente nos dois primeiros sets, deram a certeza de que nada estava decidido enquanto o último ponto não fosse conquistado. Mesmo assim, o Sada controlou o jogo do começo ao fim diante de um Sesi-SP aquém do seu potencial. Se o time paulista tivesse tido um melhor desempenho, tanto coletivo como individual, a missão celeste seria mais complicada. Os saques, de ambos os lados, foram uma das armas para quebrar a recepção e propiciar contra-ataques. Apesar da qualidade de jogadores dos dois times neste fundamento, o Sesi-SP não mostrou o mesmo índice de todo o torneio, deixando o triunfo cruzeirense menos complicado. Vários foram os serviços desperdiçados pelo lado vermelho. Momentos de apatia do time paulista dificultaram o que já estava difícil. Lucarelli, uma das grandes esperanças do time do técnico Marcos Pacheco, esteve longe do pode render. Manius chegou a substituí-lo no terceiro set, mas a vitória azul já estava encaminhada. Quando o serviço paulista entrava, Filipe e Serginho estavam a postos para deixar a bola redonda na mão de William. O levantador tinha, nestes momentos, apenas o trabalho de distribuir o jogo com opções do nível de Leal, Éder e Wallace. Apesar da exigência imposta pelo Sesi-SP, o Sada Cruzeiro, bem em todos os fundamentos, foi mais consistente em quadra. Errando menos e com belo aproveitamento ofensivo, a equipe do técnico Marcelo Mendez mostrou porque é tão temida e respeitada pelos adversários dentro do Brasil. E se o time cruzeirense já tinha o respeito dos rivais, agora continuará sendo o elenco a ser batido na próxima temporada, quando entrará na Superliga 2014/2015 com status de atual campeão brasileiro. O jogo A esperada troca de pontos não apareceu nos primeiros instantes da partida. Em dois erros do Sesi-SP, o Sada fez 3 a 0, mas logo sofreu o empate. A partir daí, os times se alternaram na frente do placar, com diferença mínima. A partir dos 12 a 9, com ajuda do bloqueio, o Sada Cruzeiro conseguiu abrir vantagem, que logo foi neutralizada pelos insistentes paulistas. Após empate em 13 pontos, o Sada abriu 16 a 13, antes de voltar a ser incomodado. A pequena margem no placar ajudou os mineiros, errando pouco, a saírem na frente do placar. Para o segundo set, o Sesi-SP diminuiu os erros. Mas, do outro lado, o Sada manteve a postura agressiva e não deixou o adversário gostar da partida. O empate apareceu até os 9 pontos, quando os mineiros abriram dois de vantagem, que deram mais tranquilidade para a sequência da etapa.  A pequena diferença foi mantida até o final, com o Sesi-SP tentando diminuir o prejuízo, mas vendo um Sada Cruzeiro bem postado dificultando muito, antes de abrir 2 a 0. No terceiro set, era tudo ou nada para o Sesi-SP. No entanto, em um momento de decisão, o time paulista mostrou descontrole. Bolas fáceis e falta de comunicação atrapalharam a reação. Enquanto os visitantes tentavam se encontrar, o Sada continuou no seu alto nível para abrir a maior vantagem na partida (7 a 2). Com folga no placar, o Sada apenas administrou o jogo para manter a diferença e chegar ao título. Antes mesmo do set terminar, a torcida celeste já entoava o grito de campeão, que não demorou a ser confirmado pela segunda vez em sua história.

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