Jogadores do Sesi esperam superar pressão da torcida do Sada Cruzeiro

Paulistas sabem que maioria no ginásio será de mineiros, sedentos por descontar o título perdido há três anos

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

ESPORTES CONTAGEM MG: SUPERLIGA NACIONAL DE VOLEI MASCULINO - SADA X UFJF

FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 25.9.2013
DENILTON DIAS / O TEMPO
ESPORTES CONTAGEM MG: SUPERLIGA NACIONAL DE VOLEI MASCULINO - SADA X UFJF FOTOS: DENILTON DIAS / O TEMPO / 25.9.2013

O Mineirinho receberá, na manhã deste domingo, carga máxima de torcedores autorizada pelo Corpo de Bombeiros. Ao todo, pouco mais de 14.000 pessoas estarão presentes no ginásio para acompanhar a final da Superliga Masculina entre Sada Cruzeiro e Sesi-SP. 

A tendência, prestes a ser confirmada, é da torcida mineira tomando grande parte das arquibancadas do poliesportivo. “Para os nossos torcedores, fica complicado vir em grande número. Acredito na torcida do Sada com 60% ou 70% do espaço. Já estamos acostumados a jogar fora de casa, com torcida contra, principalmente pela seleção brasileira. A torcida pode até fazer a diferença, mas estamos preparados”, garante o central Lucão, do Sesi-SP.

O ponta Filipe, do Sada Cruzeiro, conta com a energia que virá do lado de fora da quadra. “O frio na barriga já vem batendo há alguns dias. Já dá pra imaginar como estará o Mineirinho neste esperado dia. Esperamos sair com a vitória”, projeta.

Murilo, ponteiro do Sesi-SP, não esconde o sentimento de revanche que a torcida cruzeirense deve carregar. Afinal, no mesmo palco, há três anos, os dois times se encontraram na final, que terminou com o primeiro título nacional do Sesi-SP. “É normal eles sentirem isso, faz parte. É uma torcida fanática, que vem do futebol, e o Mineirinho vai estar bonito. Temos todos os ingredientes para uma grande decisão. Do outro lado, nossa torcida vai querer a vitória do nosso lado. Resta a eles esperar para saber se sairão felizes ou tristes.  O certo é que vamos ter espetáculo dentro e fora de quadra”, comenta.

O central Lucão, do Sesi-SP, será uma das armas do time visitante. Depois de jogar no ginásio pela seleção brasileira, há três anos, ele esperava não retornar ao local nesta temporada. “Quando jogamos aqui, o ginásio estava meio acabado, muita coisa largada. Fico triste porque é parte da memória do esporte brasileiro que fica comprometida. É um lugar que fica ao lado do Mineirão, que foi reformado recentemente. Agora parece estar em condições”, destaca.

Amigos rivais

Um dos confrontos para o jogo será entre Lucão e Éder, os dois centrais. Eles foram tricampeões brasileiros pela Cimed (SC) e agora se enfrentarão na decisão. “Ele é um dos meus grandes amigos no vôlei. Temos muita coisa em comum, somos do interior gaúcho e tivemos uma criação parecida. Agora temos um enfrentamento pessoal. Mesmo assim, aproveitamos alguns momentos para um tirar sarro do outro. No ano passado, ele ficou na semi e eu cheguei na final. Neste ano, disputaremos o título. Vamos ver quem se sai melhor”, comenta Lucão. 

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