“Um pouquinho faz mal, sim!”

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Bater de frente com o senso comum da sociedade, que muitas vezes acredita que “um pouquinho não faz mal”, é um dos principais desafios, diz a pedagoga Marcela Bracarense, 36.  

O filho Augusto, 3, foi diagnosticado há dois anos com alergia às proteínas do leite de vaca e soja. “Antes do diagnóstico, ele foi medicado como se tivesse várias outras doenças. Até que, em um réveillon, eu passei a noite ajudando ele a respirar, porque começou a ter apneia e suspeitei da alergia”. Desde estão, Marcela se mantém em constante alerta porque diz que os adultos são os que apresentam maior risco de oferecer um alimento proibido. “Nós, mães, sabemos por experiência, que um pouquinho faz mal, sim. Já levei cerca de 23 dias para estabilizar a saúde, após um acidente com a ingestão de um alimento contaminado”, conta.

Por conta dessa constante vigília, a pedagoga largou a profissão para se dedicar ao filho. “Faço toda a comida da casa. Temos dois liquidificadores, duas batedeiras, pratos, copos e talheres limpos pra ele separados dos outros que já tiveram contato com os alérgenos”.

E é quando fala das privações do filho ou pensa no futuro que ela diz que o coração dói. “Não temos uma previsão de até quando ele vai ter que conviver com isso e como vai lidar no futuro, embora não se sinta incomodado com essa diferença”, afirma Marcela. 

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