Estrangeiros de BH preferem a região Centro-Sul para viver

Segurança e infraestrutura são algumas razões da escolha

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Funcionários. O português Pedro Pote disse que localização é um dos aspectos mais importantes
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Funcionários. O português Pedro Pote disse que localização é um dos aspectos mais importantes

Belvedere, Lourdes, Savassi, Funcionários, Sion e Vila da Serra são os bairros preferidos para morar pelos estrangeiros na região metropolitana de Belo Horizonte, segundo a Emdoc, consultoria especializada em mobilidade global, responsável por 18% dos processos de imigração brasileira.  

O sócio da Emdoc em Belo Horizonte, o argentino Pablo Rubiano, aponta a segurança, a boa infraestrutura, a proximidade das escolas para os filhos e do trabalho como alguns dos motivos da escolha dos bairros da região Centro-Sul da capital mineira e do Vila da Serra, em Nova Lima, pelos estrangeiros. “E é justamente dar suporte para encontrar moradia e escola um dos trabalhos que realizamos aqui na cidade”, afirma.

De acordo com a análise, feita com base nos processos da consultoria da Emdoc, as nacionalidades predominantes são: italiana, argentina e norte-americana. “Belo Horizonte vem crescendo muito, atraindo mais estrangeiros. No interior, onde há multinacionais, também há demanda”, observa o argentino, que já está no Brasil há 15 anos.

Para o conselheiro da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI)/Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (Secovi-MG), Ariano Cavalcante de Paula, a preferência pelos bairros nobres verificada no levantamento não é surpresa. “Se a pessoa tem uma boa renda, é natural que procure bairros bem estruturados e bem localizados”, diz.

O diretor da Vivar Imóveis, Rui Gondim, conta que entre seus clientes estrangeiros, os bairros preferidos são Belvedere e Vila da Serra. “A maioria procura segurança e comodidade. Eles gostam muito dos condomínios que têm o conceito resort, que são verdadeiros clubes, com opções de lazer. Afinal, há aqueles que não dominam o nosso idioma, o que leva tempo. Além disso, não conhecem a cidade. Assim, eles querem infraestrutura, facilidades e proximidade com o local de trabalho”, observa.

A preferência é por imóveis de quatro quartos, com aluguel acima de R$ 3.000. “Praticamente 100% da minha demanda é por locação. Boa parte, são de engenheiros”, diz. Ele ressalta que a procura de estrangeiros na empresa aumentou nos últimos três anos. Entre as nacionalidades, a predominante é a italiana, com cerca de 90% do total, seguida pela espanhola.

O francês Laurent Meister, que trabalha com desenvolvimento de componentes automotivos e está no Brasil desde setembro de 2011, é um dos estrangeiros que escolheram o Vila da Serra para viver. “Eu também gostei muito do bairro de Lourdes, mas não encontrei o que eu procurava. Gosto da localização do Vila da Serra, da proximidade com o Anel Rodoviário”, diz.

Ele conta que já morou em outros países como Espanha e Alemanha. “Da Alemanha, eu gosto muito da organização. No Brasil, gosto da simpatia das pessoas. E aqui em Belo Horizonte, destaco o clima, que é bom, não é muito quente, nem abafado”, avalia.

Meister afirma que, apesar das notícias de violência nos jornais, não se sente inseguro na capital mineira.

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