Governo pode prorrogar redução de IPI para o setor automotivo

Vendas do segmento foram fracas no primeiro trimestre

iG Minas Gerais |


Setor automotivo recebe incentivos desde a crise de 2008
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Setor automotivo recebe incentivos desde a crise de 2008

BRASÍLIA. O governo estuda prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automotivo, caso não haja recuperação das vendas até o fim de junho, para quando está prevista a volta da alíquota cheia. Segundo uma fonte da equipe econômica, o resultado ruim do segmento neste início de ano é preocupante por causa da extensa cadeia produtiva, com potencial para influenciar a atividade econômica e as expectativas.

Segundo uma fonte da área econômica, a avaliação é que se o setor automotivo vai mal, outros segmentos podem ser contaminados. Dependendo dos dados do segundo trimestre, o prazo de vigência da alíquota reduzida para automóveis poderá ser ampliado até o fim do ano.

“Não há espaço fiscal para novos incentivos, mas, no caso do setor automotivo, a volta da alíquota cheia em julho poderá ser adiada, caso não haja recuperação”, disse a fonte.

O setor automotivo vem sendo beneficiado pelo governo desde a crise de 2008. Atualmente, há um cronograma de recomposição do IPI incidente sobre veículos. Em janeiro deste ano, o IPI sobre carros populares subiu de 2% para 3%; e a previsão era que a partir de julho seria cobrada a alíquota cheia de 7%. Utilitários (vans e pick-ups) também são contemplados com imposto reduzido.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan Yabiku Junior, disse que um adiamento da retomada da alíquota cheia de IPI contribuiria para o desempenho do setor. Segundo ele, no entanto, este tema não foi debatido com o governo.

Em outra frente, o Ministério do Desenvolvimento tenta incentivar as exportações, mas encontra dificuldades.

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