Marcio Lacerda desaprova interferência de Dilma em leilão da Ceasa

Prefeito criticou decisão de Rousseff de suspender ou modificar a concessão de área pertencente à central de abastecimento, onde está a ocupação William Rosa

iG Minas Gerais | SUELLEN AMORIM |

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, criticou neste sábado, durante visita às instalações do Move, a decisão da presidente Dilma Rousseff de suspender ou modificar a concessão de área pertencente às Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas) onde está a ocupação William Rosa, em Contagem. A região tem cerca de 4.000 moradores.    A presidente teria decidido intervir após encontro na última segunda-feira com representantes da ocupação, durante visita oficial à capital. Mas o anúncio dessa mudança de planos ocorreu na quinta-feira passada, em reunião realizada entre movimentos sociais e o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.    O prefeito da capital considera a questão de responsabilidade dos poderes Executivo e Judiciário de Minas Gerais, não cabendo à presidência fazer promessas que envolvam o âmbito municipal. “Para qualquer promessa que o governo federal faça de atender as famílias não caberá nenhuma ação fora da legislação do Conselho Municipal de Habitação”, disse Lacerda.    Por meio da assessoria de imprensa, o presidente da CeasaMinas, Gamaliel Herval, informou concordar com o posicionamento de Lacerda, de que a situação não compete ao governo federal. Ele alegou que o edital da concessão de uso da área, que será aberto na próxima segunda-feira, não deve ser modificado e ainda disse que não há uma previsão de discussão interna do assunto.    Lacerda ainda disse estar preocupado com as ocupações irregulares na capital e vai cobrar da Justiça intervenções para minimizar o problema. “BH tem planejamento urbanístico a longo prazo para que possa se expandir com mais comércio e transporte de forma ordenada, protegendo a natureza, as matas e os córregos”.    (Com Luciene Câmara)