'Não vou mais abrir passagem', afirma Felipe Massa

Brasileiro revelou que recebeu grande apoio dos fãs, através das redes sociais, depois de desobedecer a ordem da Williams

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Com apoio dos fãs, Felipe Massa manterá postura 'rebelde' na Williams
Site oficial/Divulgação
Com apoio dos fãs, Felipe Massa manterá postura 'rebelde' na Williams

Felipe Massa está com o moral renovado após resistir a uma ordem da Williams para deixar o companheiro Valtteri Bottas ultrapassá-lo. A "desobediência" aconteceu no GP da Malásia, há quase duas semanas, mas ainda ecoa nas palavras do piloto brasileiro, que se diz mais animado na Fórmula 1 depois do episódio.

Massa até avisa a equipe que não deixará que momentos como esse se repitam durante a temporada. "Não havia motivo para deixá-lo passar. Agora, vir para mim uma ordem de equipe na segunda corrida do campeonato, como aconteceu com a Williams? Não há a menor chance de eu abrir passagem, não vou mais abrir passagem", disse o piloto em entrevista à revista Istoé.

O brasileiro revela que recebeu grande apoio dos fãs, através das redes sociais, depois de desobedecer a ordem da Williams. "A maioria era gente me parabenizando, que se dizia com a alma lavada. Lavou a minha alma também. Outra vez, não! Agora chega! Não estou ali para passar o carão que já passei", afirmou.

Massa se refere ao GP da Alemanha de 2010, quando ouviu dos engenheiros da Ferrari a famosa frase: "Fernando está mais rápido que você". Na época, o brasileiro abriu passagem para o espanhol Fernando Alonso, seu então companheiro de equipe, e depois se arrependeu. "Logo no dia seguinte eu me dei conta que tinha agido errado".

Ele, contudo, admite que poderia abrir passagem para Bottas nas etapas finais do campeonato caso o finlandês esteja na briga pelo título. "Se chegar no fim do campeonato, meu companheiro estiver disputando o título e eu não, serei o primeiro a tentar ajudá-lo. Fiz isso com Kimi Raikkonen em 2007", declarou.

"Você tem de pensar, no final das contas, que uma equipe de Fórmula 1 tem dois pilotos, 900 pessoas trabalhando, que faz dinheiro no campeonato de construtores. Os pontos que o piloto faz significam dinheiro para a equipe. O automobilismo não é só esporte, é business também", justificou.

O brasileiro disse ainda que o episódio vivido com Bottas na Malásia não causou atritos dentro da Williams. "Eu não fiz nada contra o Bottas. Falei para ele que não tinha nada contra ele, que o problema era a ordem da equipe que não era correta. O Bottas não me olha torto, não. Se ele me olhar torto, eu vou olhar torto para ele também. Eu estou preparado para lutar contra ele e contra os outros", afirmou.

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