Criança troca lacres por cadeiras

Votação está aberta no site premiobomexemplo.com.br; premiação ocorre no dia 29 de abril

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Solidariedade. Menina descobriu cedo que gentileza atrai gentileza
Moisés Silva
Solidariedade. Menina descobriu cedo que gentileza atrai gentileza

Está aberta desde ontem a votação popular pela internet, pelo site www.premiobomexemplo.com.br, para a escolha do vencedor do Prêmio Bom Exemplo 2014 na categoria Cidadania. A premiação acontece no dia 29, em Belo Horizonte. A iniciativa é coordenada pela TV Globo Minas e pela Fundação Dom Cabral, com a participação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e do jornal O TEMPO.

Desde sexta o jornal O TEMPO apresenta os finalistas ao prêmio. A personagem de hoje é a estudante Júlia Fernandes Rodrigues Macedo, de 9 anos, que troca lacres de latinhas por cadeiras de rodas.

Por meio do projeto Lacre Solidário, a aluna do 4° ano, que ainda não sabe que carreira vai seguir quando crescer, já tem uma certeza: de que gentileza atrai gentileza. O interesse pela solidariedade na vida da criança surgiu depois que seus pais doaram dinheiro para a Creche Tia Dolores, em Belo Horizonte. Como agradecimento, alunos da instituição encaminharam uma carta à família, impressa em bonequinhos de papel. “Desde essa época ela começou a querer ajudar os alunos dessa instituição, que são portadores de paralisia cerebral”, conta Ivete Rodrigues de Macedo, mãe de Júlia.

Com a extinção do projeto no fim de 2013, a garota começou a juntar o material e vender para o ferro-velho. Cada quilo do lacre é vendido a cerca de R$ 2,30. Com o dinheiro arrecadado, Júlia compra a cadeira de rodas, que chega a custar R$ 330. “Para conseguir esse dinheiro, ela precisa de aproximadamente 80 garrafas PET cheias de lacres”, ressalta Ivete.

Em dez meses, a garota já doou quatro cadeiras de rodas a uma creche, a um asilo e a um centro de reabilitação. O sucesso do projeto se dá graças ao apoio de pessoas de bom coração de diversos Estados do país, que encaminham lacres para Júlia.

Além disso, ela conseguiu, com a ajuda dos pais, produzir um folder explicativo sobre a iniciativa. O seu gesto solidário também contagiou amigos e familiares. “Na escola dela sempre há doações. Restaurantes e bares que conhecem a seriedade do projeto também contribuem”, conta Ivete.

Cheia de orgulho da filha, ela completa: “Essa iniciativa é um gesto de amor ao próximo. Júlia costuma dizer que fazer o bem a faz feliz. E nós acreditamos nisso”, diz a mãe, ao ressaltar que, além de incentivar a solidariedade, a filha está contribuindo com o meio ambiente.

Outras categorias. Outros oito vencedores das categorias Ciência, Cultura, Economia e desenvolvimento de Minas, Educação, Esportes, Inovação, Meio ambiente e Personalidade do ano já foram escolhidos pelo corpo de jurados do Prêmio Bom Exemplo. Todas elas receberam indicações de parceiros da premiação.

Gesto de amor

“Essa iniciativa é um gesto de amor. Júlia costuma dizer que fazer o bem a faz feliz. Acredito que se cada um fizesse um pouco, o mundo seria mais humano e fraterno.” Ivete Macedo Mãe da finalista

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