Entre cânions e vilas medievais

Paredões rochosos e vales de beleza estonteante atraem turistas interessados em descanso e prazer

iG Minas Gerais | Mari Campos |

Colegiata. Fortaleza muçulmana, igreja e hoje monumento nacional em Alquézar
Mari Campos/AG
Colegiata. Fortaleza muçulmana, igreja e hoje monumento nacional em Alquézar

Somontano é considerada uma das áreas menos povoadas da Espanha.A pequena Secastilla, por exemplo, foi gradualmente abandonada por moradores pelo estilo de vida muito simples depois que filhos e,agora, netos se mudaram para cidades maiores. Alguns pueblos são quase desertos, meio fantasmas, com poucas dezenas de pessoas vivendo neles.

Os caminhos que levam à Sierra de Guara (onde fica o pico de Guara, com 2.077 metros de altitude), antes percorridos apenas por comerciantes e pastores, hoje estão sinalizados para passeios em bicicleta, escaladas e até com vias ferratas (caminhos suspensos para alpinistas). E é até comum encontrar em seu entorno pontos de venda da produção artesanal de embutidos, como chorizo e morcela.

Dentre paredões de rocha, estradas sinuosas e vales estreitos formados por cânions profundos, Somontano é também destino de peregrinação religiosa com o Santuário de Nuestra Señora de Torreciudad; e é ali também que fica o centro espiritual de San Josemaria Escrivá de Balaguer, fundador da Opus Dei. Independentemente da fé do turista, o Monasterio de la Virgen del Puey é um belo mirante para ver Somontano e os Pirineus.

Huesca, a capital da província de Aragão, é tombada pela Unesco por sua importante herança cultural, em especial de arte romanesca; e é também parte do caminho de Santiago. Suas muralhas medievais, a catedral e o prédio da Prefeitura são algumas das principais atrações.

Atrativos

A vedete de Somontano é a vila medieval de Alquézar, que se ergue sobre as montanhas na fronteira com o parque nacional de la Sierra y Cañones de Guara e o parque cultural do Rio Vero. Para chegar até ela, o turista passa na estrada por vinhedos, cânions, pontes e moinhos. O portal gótico que dá acesso à vila e sua Plaza Mayor cheia de pórticos e casinhas com as mais distintas arquiteturas são apenas aperitivo para outas belezas guardadas ali.

O centro de origem medieval foi totalmente renovado do século XVI em diante, o que justifica tantos estilos arquitetônicos sobrepostos e as casas de fachadas, dimensões e estilos únicos na praça principal.

Entre lendas de donzelas e reis mouros que sobrevivem na imaginação local, a Colegiata, antes fortaleza muçulmana, depois igreja e hoje monumento nacional (como igreja de Santa Maria la Mayor) ergue-se no alto de um penhasco, e chegar ali significa embrenhar-se pelas ruelas estreitas e muralhas do vilarejo.

Construída no século IX por Jalaf ibn Rasid, ainda preserva o átrio que dá acesso ao templo romanesco, hoje integrado ao claustro, com direito a colunas e paredes decoradas com imagens que reproduzem o Gênesis.

Museu

Ali ainda ficam a bela capela de Santa Ana e interessante museu com relíquias dos distintos períodos da Colegiata. É o local poeticamente chamado de “sonrisa del viento”, bem à entrada (e saída) de Alquézar, o mais popular mirante da cidade e local perfeito para se despedir da região.

A vila foi construída a seus pés e mostra uma impressionante parte do cânion do rio Vero, antes de suas águas deixarem as montanhas Guara e se abrirem para o vale tão fértil em uvas e trufas.

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