Casal que mantinha bebê é indiciado por subtração de incapaz

A delegada Cláudia da Proença Marra, da Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca) afirmou que não há elementos suficientes para indiciar o casal por tráfico de bebê

iG Minas Gerais | Natália Oliveira/Jhonny Cazzeta |

A Polícia Civil vai indiciar por substração de menores um casal que mantinha uma recém-nascida no bairro Pompeia, região Leste de Belo Horizonte. A criança de oito anos não é filha do casal e tem uma certidão nascido vivo do Piauí. A Polícia Militar chegou ao casal após uma denúncia de tráfico de bebê na noite desta quinta-feira (10).

Nesta sexta-feira (11) a delegada Cláudia da Proença Marra, da Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca) que assumiu o caso, afirmou que não há elementos suficientes para indiciar o casal Amanda Suelen de Freitas, 27 e André Alves da Silva, 34, por tráfico e apenas por subtração de incapaz.

Segundo ela, um contato já foi feito com a polícia do Piauí para tentar encontrar os pais da criança, porém até a tarde desta sexta-feira ninguém foi encontrado.

Em depoimento à polícia Silva que a recém-nascida é filha de um amigo dele, identificado como Francisco. Segundo Silva, Francisco mora em Goiânia e teria pedido que o amigo trouxesse a criança para Belo Horizonte, porque a mãe dela estava com depressão pós-parto.

Silva disse também que aceitou o pedido por amizade e trouxe a menina usando o carro de Francisco, um Honda Civic, e acompanhado pela irmã dele.Junto com a criança, foi deixada uma bolsa com roupas e alimentos, e uma declaração de nascida viva, emitida em Teresina, no Piauí. Na certidão, que não estava carimbada pela maternidade, o nome de Francisco das Chagas de Jesus Silva aparece como o suposto pai biológico do bebê.

Militares conseguiram o contato de Francisco, que afirmou que a filha estava com ele e a mulher em Goiânia e que nunca havia saído de lá. Já Amanda disse apenas que André pediu que ele cuidasse do bebê. Ele teria pedido para que Amanda cuidasse da menina até o dia 10, às 17h, quando voltaria para buscá-la. Sobre a origem da criança, Silva teria dito a Amanda que o bebê estava sendo rejeitado pela mãe. 

Amanda foi levada para  Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Centro-Sul e Silva para o Ceresp Gameleira.  A criança está sob a guarda do Conselho Tutelar.

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