Pistorius discutia com Reeva quando atirou, diz promotor

Já o atleta afirma que atirou na modelo por engano, pensando que ela era um intruso prestes a sair do banheiro e atacá-lo

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Oscar Pistorius foi acusado, nesta sexta-feira, por um promotor de ter atirado em sua namorada através da porta do banheiro da sua residência enquanto o casal conversava e discutia nas primeiras horas do dia 14 de fevereiro de 2013. Assim, com essa afirmação, encerrou-se a primeira semana do depoimento do atleta paralímpico no seu julgamento pelo assassinato da modelo Reeva Steenkamp.

Pistorius negou a acusação feita pelo promotor Gerre Nel, que nesta sexta-feira apresentou a sua versão dos fatos que aconteceram nos momentos que antecederam o assassinato da namorada do atleta paralímpico, que disparou com uma pistola de 9 milímetros através da porta do banheiro.

"Ela estava de pé atrás da porta do banheiro, falando com você, quando você atirou nela", disse Nel para Pistorius, apontando que uma discussão entre o casal era a única "explicação razoável" para que Reeva estivesse de pé atrás da porta do banheiro e de frente para ele. "Isso não é verdade", respondeu o acusado.

Pistorius diz que ele gritou para o que ele pensava ser um intruso em sua casa e também com Reeva para ela chamar a polícia. Nel disse que, se fosse esse o caso, ela não teria se levantado contra a porta, mas recuado. E ela teria respondido a Pistorius, disse o procurador-chefe. "Eu não acho que alguém poderia dizer onde ela teria ficado", respondeu Pistorius.

O atleta paralímpico é acusado de premeditar o assassinato a tiros de Reeva. Ele afirma que atirou na modelo por engano, pensando que ela era um intruso prestes a sair do banheiro e atacá-lo. Nesta sexta-feira, Nel levou Pistorius a apresentar a sua própria versão dos momentos que antecederam a morte de Reeva para questioná-la.

Então, Pistorius disse que ouviu um barulho no banheiro e seguiu até ele, gritando para sua namorada, que acreditava estar em outro cômodo, pedindo para chamar a polícia. Ao se aproximar do banheiro, então, diz o atleta paralímpico, ele ouviu novos barulhos, que indicavam uma pessoa prestes a sair do local e atacá-lo. Assim, ele decidiu atirar.

Em cada passo descrito, Nel argumentou que a versão era improvável, questionando por que Pistorius não tentou verificar onde Reeva estava, para ter certeza que ela estava bem. "Se você falou com Reeva, vocês dois poderiam ter tomado vários outros passos", disse Nel. Pistorius afirmou que pensava que a ameaça poderia atacar a qualquer momento. "Não houve tempo", insistiu.

"Você sabia que Reeva estava atrás da porta e atirou nela, sabendo que ela estava por trás daquela porta", disse Nel. "Isso não é verdade, minha senhora", disse Pistorius, se dirigindo para a juíza Thokozile Masipa.

 

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