Mulheres que praticavam "golpe do achadinho" são presas

Elas foram presas preventivamente por estelionato e praticavam pelo menos 30 golpes por mês; uma delas já foi presoa pelo crime, e liberada seis meses depois

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Foram apresentadas nesta sexta-feira (11) as duas suspeitas de praticar o crime conhecido como “golpe do achadinho”. Elas esperavam pelas vítimas na saída do banco e, sem nenhuma violência, conseguiam pegar a bolsa delas. A estimativa é que a dupla já tenha cometido mais de 100 golpes na capital.

Segundo o delegado Marcello Paladino, Milta Rodrigues Soares, 44, e Vanusa Rodrigues de Souza da Silva, 30, eram bem persuasivas e conseguiam fazer as vítimas entregarem as bolsas por vontade própria. As escolhidas eram sempre mulheres idosas que haviam acabado de sair de algum banco.

Uma das suspeitas ficava na porta da agência e pedia informações quando a vítima saía. Em seguida, ela falava que tinha achado um pacote e pedia ajuda para encontrar o dono. Neste momento, a outra suspeita chegava e dizia que o pacote era dela. Fingindo alegria, a suspeita dizia que ia recompensar a comparsa e a vítima.

Ela as levava em um apartamento, no qual só podia entrar uma pessoa. A comparsa entrava primeiro e saía com a suposta recompensa, geralmente, um celular ou outro objeto de valor. Quando a vítima ia entrar no local, ela era informada que só poderia entrar sem a bolsa, que ficava aos cuidados da comparsa.

Mas ao entrar no apartamento, Milta e Vanusa saíam levando a bolsa com o dinheiro que a vítima havia sacado no banco.

Ainda de acordo com o delegado, as duas já tinham passagens por estelionato e Milta já havia sido presa por seis meses, sendo liberada em dezembro passado. Desde então, a estimativa é que as duas tenham aplicado 30 golpes por mês. 

Pelo menos 10 vítimas já identificaram as suspeitas e elas estão em prisão preventiva. Há a possibilidade de que elas sejam liberadas.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave