Sonegação no ramo alimentício

Quadrilha montava empresas que sonegavam impostos e, quando descoberta, fechava a companhia e abria outra em nome de laranjas ou com CPF’s falsos

iG Minas Gerais |

Receita Estadual. Documentos e computadores foram apreendidos
Alex de Jesus
Receita Estadual. Documentos e computadores foram apreendidos

Dois empresários mineiros do ramo alimentício foram presos, e outros dois são considerados foragidos da justiça depois da operação Ampla, deflagrada na manhã da última terça-feira (8), em uma ação conjunta entre o Ministério Público (MP), a Polícia Civil (PC), a Polícia Militar (PM) e a Receita Estadual. A operação visa combater a sonegação de impostos, principalmente em empresas de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, mais precisamente nas proximidades da Ceasa. Conforme as informações do promotor de Contagem Fábio Nazareth, a operação teve início em 2011. “Durante esses três anos de investigação, acreditamos que eles tenham uma dívida de R$ 50 milhões com os cofres públicos, entre impostos, juros e multas”, explicou o promotor. A operação cumpriu quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Denis Rossini Ferreira foi preso na noite de segunda-feira (7), em uma rua de Contagem. Já Argos Cardoso Mundinho foi detido na manhã dessa terça, no bairro Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Entre os dois foragidos da justiça, está o irmão de Mundinho, Luiz Cláudio Cardoso Rodrigues. O outro procurado é Antônio Aparecido Alves. Ainda segundo a promotoria, o esquema deles funcionava da seguinte maneira: eles abriam empresas e sonegavam impostos até que a receita descobrisse; fechavam a empresa e abriam uma nova, no nome de laranjas ou com CPF’s falsos. “Um dos foragidos, o Luiz, tem quatro CPF's no nome dele. Todos eles são ligados, se conheciam, eram uma quadrilha mesmo”, defende o promotor Nazareth. Nove dos mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Minas e um deles no Rio de Janeiro. Foram apreendidos pacotes com documentos das empresas e computadores. Segmento As empresas abertas pelo grupo atuavam no segmento de cereais, principalmente feijão, embalando e distribuindo. Além das empresas que eram abertas de forma ilegal, eles também emitiam notas fiscais falsas e simulavam transações com empresas no Distrito Federal, sendo que só vendiam em Minas, aumentando os valores sonegados.

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