Balanço da Libertadores

iG Minas Gerais |

Os times mineiros passaram na primeira peneirada da Libertadores. Não foi fácil, mas quase nunca é. O Atlético não sofreu. Como atual campeão, tratou logo de garantir a sua vaga em primeiro lugar no grupo. O Cruzeiro começou mal e se recuperou. As duas últimas rodadas foram no limite. Duas vitórias e cinco gols para lavar a alma do torcedor que chegou a ficar preocupado. Ficou em segundo. Agora, começam as fases que realmente mexem com os torcedores. Só que, neste ano, tem um ingrediente a mais. Pela primeira vez os dois grandes de Minas estão juntos na competição e a curiosidade ou preocupação é uma só. Será que vamos ter um confronto direto? Atlético e Cruzeiro são favoritos ao título e estão credenciados pelas últimas conquistas e também pelos elencos. Difícil apontar quem se daria melhor em um possível cruzamento. O Cruzeiro tem conseguido tirar melhor proveito que o rival. Nos três jogos no Mineirão, o time da Toca levou cerca de 115 mil torcedores ao estádio. O Atlético foi visto por pouco mais de 50 mil no Independência. Nos cofres do Cruzeiro entraram R$ 4 milhões e, no do Atlético, R$ 2 milhões e 200 mil. Uma diferença considerável e considerada, mas que a Libertadores siga em Minas.

Inexplicável. A população precisa saber exatamente como foram feitas as negociações envolvendo o Mineirão e a iniciativa privada. Uma parceria complicada de se entender. O Cruzeiro jogou para um público médio de 30 mil torcedores, o Atlético é dono da maior renda de uma partida de futebol no Brasil e o estádio recebeu quatro grandes shows. Ainda assim, o prejuízo foi de R$ 44 milhões.

Desinteresse. A quem não interessa a criação de uma CPI na Assembleia Legislativa para investigar esses contratos? O pedido está engavetado desde o início do ano passado. Falta interesse dos nossos parlamentares em passar a limpo os acordos feitos entre o Governo do Estado e a Minas Arena, e entre a Minas Arena e o Cruzeiro. Só queremos ética e transparência.

Trabalho. Por falar em Mineirão, tem uma coisa que não dá para entender. Os cronistas que trabalham nos jogos tem carteira da AMCE e pagam uma anuidade por ela. Justo! Só que para entrar no estádio tem que ser feito um outro credenciamento. Um gasto desnecessário, que, com certeza, aumenta ainda mais as despesas com material e pessoal.

Homenagem justa. A grande final da edição de número 100 do Campeonato Mineiro, entre Cruzeiro e Atlético, neste domingo, no Mineirão, será disputada com a bola “Gorduchinha”. O ex-narrador esportivo Osmar Santos, o pai da matéria, que usava esse termo em referência à bola, vai dar o ponta pé inicial. Uma bela homenagem a quem brilho no microfone.

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