Empreendimento gera diferentes reações no comércio

Parte dos lojistas comemora, enquanto outra teme futuro

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Informação. Funcionário de uma farmácia da rodoviária, Varli Teixeira soube da novidade pelos jornais
leo fontes
Informação. Funcionário de uma farmácia da rodoviária, Varli Teixeira soube da novidade pelos jornais

A notícia da construção do centro administrativo da prefeitura da capital no estacionamento da atual rodoviária causou diferentes reações nos lojistas do hipercentro, que atuam dentro e fora do terminal. Enquanto o comércio do entorno comemora a iniciativa, os donos e funcionários de lojas instaladas na estação de ônibus estão sem saber o rumo de seus negócios. Além disso, prefeitura e governo do Estado não se entendem sobre a responsabilidade de cada um no futuro dos comerciantes.  

João Antônio Brits, 48, trabalha há 13 anos em uma lanchonete que funciona no terminal e não sabia sobre a nova sede da prefeitura. “Não estou sabendo muito bem sobre esse assunto. O que eu posso te dizer é que o movimento por aqui está bem fraco”, afirmou.

O gerente de uma das lojas de souvenirs da rodoviária, Edilson Carvalho, 55, também não sabia sobre o novo empreendimento e reclamou da falta de informação. “O dono da loja está aqui desde a inauguração da rodoviária, e temos dez funcionários. Não sabia sobre o centro administrativo”.

Entre os empregados do comércio da rodoviária, os que tinham conhecimento sobre o novo empreendimento souberam da notícia por meio da imprensa. “Li no jornal sobre o centro administrativo da prefeitura. Espero que o movimento aumente”, relatou Varli Teixeira, 64, funcionário da farmácia.

Já os lojistas do entorno estão esperançosos em relação à iniciativa. “O comércio do hipercentro sentiu muito a saída das secretarias do governo quando foi construída a Cidade Administrativa. A sede da prefeitura permanecendo no centro vai ser muito interessante para o comércio”, avaliou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Bruno Falci.

Ele lembrou os prejuízos causados pelas obras do Move (nome dado ao BRT, sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus) nas avenidas Santos Dumont e Paraná. “A nova sede vai dar um alento para o comércio desses dois locais. Será bem interessante”, resumiu.

Dados da CDL-BH mostram que o hipercentro é responsável por 30% de todo o faturamento do comércio da cidade.

Responsabilidade. A prefeitura da capital informou não ser possível informar sobre o futuro dos comerciantes porque, quando as novas instalações forem concluídas, o local onde funciona a atual rodoviária abrigará o terminal de integração metropolitana, que ficará sob gestão do governo do Estado.

O Executivo estadual, por sua vez, explicou por meio de nota que “somente a partir do momento em que o espaço voltar a ser gerido pelo governo do Estado de Minas Gerais, os estudos sobre a exploração comercial serão realizados”.

Licitação

Indefinido. As lojas da rodoviária são licitadas e os contratos duram cinco anos, conforme a prefeitura. Ainda não está definido se os lojistas terão que passar por uma nova licitação com a mudança.

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