Retorno virá com vagas e lojas

Estacionamento subterrâneo e centro comercial poderão viabilizar investimento

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Números. Atualmente cerca de 32 mil pessoas e 2.000 veículos circulam todos os dias pela rodoviária de Belo Horizonte, no hipercentro
LEO FONTES / O TEMPO
Números. Atualmente cerca de 32 mil pessoas e 2.000 veículos circulam todos os dias pela rodoviária de Belo Horizonte, no hipercentro

A construção de um estacionamento subterrâneo e de um amplo centro comercial deverá garantir o retorno dos R$ 450 milhões que serão investidos pela empresa vencedora da licitação para erguer o centro administrativo da prefeitura da capital. Essas são as duas principais possibilidades apontadas pelo Executivo Municipal, já que o empreendimento será erguido por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).  

Atualmente circulam todos os dias na rodoviária cerca de 32 mil pessoas e outros 2.000 carros passam pelo estacionamento, que cobra, por hora, R$ 8,40. A expectativa é que esse movimento seja mantido com a instalação do terminal de integração metropolitana, que será instalado no espaço hoje ocupado pelo terminal. Além disso, o centro administrativo trará 10 mil servidores para a região.

De acordo com o edital do empreendimento publicado nessa quarta pela prefeitura, serão necessárias 500 vagas, sendo 300 para veículos do Executivo e outras 200 para locação, incluindo ainda 100 vagas para motos. O estacionamento deverá ter também um bicicletário com espaço para 50 unidades.

O secretário municipal adjunto de Planejamento e Gestão, Vítor Valverde, explicou que as companhias que participarem do concurso deverão indicar qual modelo de exploração do espaço será adotado e por quanto tempo.

“As empresas vão fazer essa prospecção por meio dos estudos de viabilidade econômica e financeira que precisam ser apresentados”, disse. Por isso, segundo Valverde, apenas quando o vencedor estiver definido é que será possível especificar em quanto tempo e como ocorrerá o retorno do investimento.

A iniciativa de Belo Horizonte de lançar um concurso nacional para contratar a firma responsável pelo centro administrativo é similar a de outras capitais brasileiras, como São Luís (MA) e Salvador (BA).

revitalização. O edital destaca ainda a importância histórica e cultural da região da atual rodoviária e a necessidade de o novo projeto respeitar as características arquitetônicas do patrimônio. Para o arquiteto e urbanista integrante do conselho superior do Instituto de Arquitetos do Brasil de Minas Gerais, Sérgio Myssior, essas determinações são essenciais.

“A premissa de qualquer intervenção no centro da cidade é que ela esteja em sintonia com o patrimônio e comprometido com esse processo de revitalização urbana de valorização dos ativos culturais”, destacou.

Além da preservação do patrimônio, o edital prevê ainda uma reformulação urbana do local. Valverde informou que muitas das intervenções como a construção de mais passarelas e de áreas verdes já estão previstas na Operação Urbana Consorciada (OUC) Nova BH – aprovada pelo Conselho Municipal de Política Urbana no ano passado. “Essa é uma área incluída no Nova BH, apesar de que os processos não deverão ser concomitantes”, afirmou.

Dentre as ações já previstas na Nova BH e também sinalizadas no edital divulgado está, por exemplo, a chamada “conexão ambiental”. Esse ponto prevê a manutenção e incentivo de criação de novos corredores de áreas verdes em todo o entorno da rodoviária e entre as ruas Espírito Santo, Rio de Janeiro, Carijós e avenidas Afonso Pena, Carandaí e Alameda Ezequiel Dias.

 

Projeto

Apreciação. A prefeitura da capital está em fase de elaboração do projeto de lei que trata da Operação Urbana Consorciada Nova BH para ser encaminhado à Câmara, já que é necessário o aval dos vereadores.

 

Economia poderá ser de R$ 70 milhões

Dados. A nova sede irá abrigar 63 unidades administrativas e até 10 mil servidores.

Menos. A prefeitura estima economizar 40% do que é gasto hoje com aluguel e com o funcionamento das secretarias, o equivalente a até R$ 70 milhões.

Administração. Apenas a atual sede e a secretaria de Finanças não funcionam hoje em prédios alugados.

Despesa. O município gasta, por ano, R$ 20 milhões, com aluguéis.

 

 

 

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