Estratégia ante peruanos foi poupar fôlego para o clássico

Em relação ao rival, Cruzeirenses terão um dia a mais de preparação para a final do Mineiro

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães |

Pé no freio. Cruzeiro desacelerou na partida contra o Real Garcilaso, na quarta, visando ao confronto contra o Atlético na final do Mineiro
LEO FONTES / O TEMPO
Pé no freio. Cruzeiro desacelerou na partida contra o Real Garcilaso, na quarta, visando ao confronto contra o Atlético na final do Mineiro

O torcedor do Cruzeiro é exigente e tem fama de cobrar muito da equipe, mesmo após o time alcançar bons resultados. Diante do Real Garcilaso-PER, nessa quarta, não foi diferente. Depois de confirmar vitória por 3 a 0 sobre os peruanos e carimbar vaga às oitavas de final da Copa Libertadores, os torcedores azuis buscavam respostas para o seguinte questionamento: “Por que o time fez apenas três gols em um adversário que apresentou inúmeras limitações?”.

Chegar a essa resposta não seria tão difícil, mesmo que os jogadores evitassem comentar o fato. Isso porque qualidade e clima favorável no jogo para golear – Mineirão lotado e motivação extra pelos atos racistas cometidos contra Tinga – o Cruzeiro apresentou.

No entanto, como o calendário reserva ao time cinco estrelas uma nova decisão, a finalíssima do Campeonato Mineiro diante do Atlético, neste domingo, os cruzeirenses revelaram a estratégia adotada ante os peruanos: jogar com o regulamento “debaixo do braço” no fechamento do grupo 5 da Libertadores.

“Os 3 a 0 já eram um resultado que nos garantia a classificação. Quando você tem convicções de que não terá o seu objetivo ameaçado, fica mais tranquilo administrar. O placar já nos dava a classificação, e não tínhamos que atacar mais para fazer gols”, justificou o experiente Júlio Baptista.

Antes de garantir o placar mínimo necessário para avançar no torneio e “puxar o freio de mão”, a cabeça dos atletas se dividia entre Belo Horizonte e Montevidéu. “Houve apreensão, nervosismo. Perguntávamos sempre ao quarto árbitro o resultado do outro jogo. Ficamos atentos, até mesmo pela estratégia que iríamos seguir na partida”, revelou o jovem meia Alisson.

Na capital uruguaia, Defensor-URU e Universidad de Chile-CHI se enfrentaram, com o time da casa levando a melhor mesmo com o empate em 1 a 1. Os uruguaios avançaram na primeira colocação, e os chilenos deram adeus à competição.

“A gente controlou o jogo pelo resultado, e, dentro da partida, não queríamos correr riscos. Jogamos com responsabilidade para não termos surpresa e fomos premiados com a classificação”, comentou Henrique.

Casa cheia

Decisão. O Cruzeiro divulgou nessa quinta a parcial de venda de ingressos para a finalíssima do Campeonato Mineiro. Até nessa quarta, 37 mil cruzeirenses haviam garantido lugar no clássico com o Atlético.

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