Box traz os discos dos EUA

Os 13 álbuns da caixa são os lançamentos norte-americanos do quarteto, que eram distintos dos que saíam na Inglaterra

iG Minas Gerais |

Celebração. Lançamento vem junto com a comemoração de 50 anos da chegada da banda aos EUA
Divulgação
Celebração. Lançamento vem junto com a comemoração de 50 anos da chegada da banda aos EUA

São Paulo. Quem não é um fã tão fervoroso dos Beatles pode pensar que a recém-lançada caixa de 13 CDs “The U.S. Albums” (Universal Music) é mais um produto caça-níqueis do poço sem fundo com material do quarteto que mudou a música pop.

Realmente, o preço é alto. Importada, ela pode variar, de uma loja para outra, de R$ 600 a R$ 750. Mas é uma coleção que tem uma importância enorme para aqueles que querem compreender toda a trajetória do grupo.

Os álbuns no box são os lançamentos norte-americanos dos Beatles. Nos anos 60, a globalização era coisa de ficção científica. Havia literalmente um oceano entre as carreiras da banda na Inglaterra e nos Estados Unidos. A britânica EMI negociava com a norte-americana Capitol a licença para a edição das músicas, mas isso era acordado a cada canção. Assim, a Capitol podia lançá-las em qualquer configuração – compactos simples, duplos ou LPs. Isso gerou uma discografia completamente diferente. São álbuns com outros títulos, capas e repertórios.

No Brasil, os lançamentos seguiam os ingleses, mas vários discos norte-americanos chegaram a sair aqui na época, fazendo com que os fãs colecionassem LPs com músicas repetidas. Um exemplo: em março de 1963, o primeiro álbum dos Beatles saiu na Inglaterra, “Please Please Me”. A famosa faixa que dá título a esse disco só foi sair em um álbum norte-americano dois anos depois, no sétimo LP da banda naquele país.

O box traz um livro de 64 páginas que explica bem essa confusão toda. O disco “Revolver” (1966), por exemplo, saiu com os mesmos título e capa do inglês, mas traz três faixas a menos. “Rubber Soul”, de 1965, foi estranhamente lançado nos EUA sem sua faixa mais popular no resto do mundo, “Drive My Car”. As trilhas dos filmes “A Hard Day’s Night” e “Help!” também têm edições norte-americanas alternativas. Cada CD da caixa, exceto “Hey Jude” (1970), tem duas versões dos LPs, em mixagens de som mono e estéreo.

Memorabilia. Outro lançamento para beatlemaníacos é uma caixa de preciosidades visuais da banda, compiladas pelo autor Terry Burrows: “The Beatles – História, Discografia, Fotos e Documentos” (Editora Publifolha, R$ 129,90). É um livro de mesa, numa caixa grande, quase do tamanho de um LP. Mas enfeitará muito mais qualquer sala de estar se ficar aberto, expondo o que tem dentro. O texto e as fotos do livro já valem a pena, principalmente as imagens mais antigas.

Há fotografias de Paul e John tocando, ainda adolescentes, que não são encontradas facilmente na mídia. Mas o melhor está em vários envelopes inseridos entre páginas do livro. Neles, 26 cartões com reproduções de pôsteres, flyers, ingressos, postais e outros materiais de divulgação da banda.

Podem ficar guardados com carinho ou então serem usados para enfeitar uma casa beatlemaníaca. A caixa traz também três pôsteres e cinco fotos avulsas do quarteto de Liverpool. Um fetiche.

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