BC prevê inflação maior no ano

Mesmo reconhecendo alta de preços, ata do Copom indica freio na alta dos juros

iG Minas Gerais |

Descartado. O presidente do Banco Central disse ontem que vai analisar freio na alta dos juros
Valter Campanato/ABr
Descartado. O presidente do Banco Central disse ontem que vai analisar freio na alta dos juros

Brasília. O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, aumentou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor amplo (IPCA) de 2014 no cenário de referência em relação ao valor considerado na reunião de fevereiro, permanecendo acima do centro da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No cenário de mercado, a projeção de inflação para 2014 também subiu em relação ao valor considerado na reunião de fevereiro e seguiu acima da meta para o IPCA. Para 2015, em ambos os cenários, a projeção de inflação também elevou-se e se posiciona acima do valor central da meta. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de março, o BC informou que a expectativa de inflação ao final de 2014, pelo cenário de referência, era de 6,1%, embora ainda não considerasse a última elevação dos juros, para 11%. No cenário de mercado, a projeção do RTI para o final de 2014 era de 6,2%. A trajetória de indicadores, segundo o BC, está em linha com o que se poderia antecipar e, para os próximos trimestres, eles também se apresentam em linha. Apesar de admitir uma inflação alta, a ata da última reunião do Copom trouxe pouca informação sobre as perspectivas em torno da taxa básica de juros, mas o tom mais ameno do documento indica que o ciclo de aperto monetário não deve se estender além de maio, na avaliação do economista-chefe do UBS, Guilherme Loureiro. Em nota, ele afirma que a projeção da instituição financeira é de uma última alta de 0,25 ponto porcentual na reunião do mês que vem, já que os riscos permanecem e a inflação segue pressionada, “em linha com o IPCA de março, batendo em 6,15% em 12 meses”, afirmou.

Baixa renda Preços altos. A inflação percebida pelas famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos acelerou para 0,85% em março, em mais uma mostra de que os alimentos têm pressionado os preços

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