Justiça aceita denúncia contra 49 pessoas envolvidas com jogo do bicho

Denunciados irão responder também por corrupção policial e lavagem de dinheiro

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Justiça de Varginha aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra 49 pessoas, referente aos presos e investigados na Operação Jackpot, da Polícial Federal (PF). A operação desmantelou uma organização criminosa envolvida com o jogo do bicho, corrupção policial e lavagem de dinheiro.

Oito pessoas estão presas por força de mandados de prisão preventiva. Os demais 41 envolvidos responderão ao processo em liberdade.

Os denunciados responderão pelos crimes de contravenção de jogo de azar, corrupção passiva e corrupção ativa, respectivamente, lavagem de bens e valores.

A investigação foi realizada em conjunto pelo MPMG (2ª Promotoria de Justiça de Varginha) e pela Receita Federal.

Na denúncia oferecida pelo Ministério Público – assinada pelos promotores de Justiça Mário Antônio Conceição e Igor Serrano Silva –, requer-se à Justiça o afastamento cautelar de policias que estão sendo investigados. “O inquérito policial mostra indícios veementes de autoria que apontam a participação de policiais civis no esquema criminoso”, afirma o promotor.

A quebra dos sigilos bancário e fiscal de alguns dos envolvidos também foi solicitada à Justiça.

Desmembramento

Segundo o promotor, “o elevado número de acusados recomenda a separação do processo a fim de evitar excesso de prazo, tumulto processual diante do número de testemunhas e réus, bem como para garantir a aplicação do princípio da celeridade processual”, destaca.

Ainda de acordo com o promotor, o MPMG requer a separação do processo nos termos do artigo 80 do Código de Processo Penal (CPP), sugerindo-se a divisão em quatro grupos: a) réus presos; b) grupo dos gerentes de bancas de apostas; c) grupo dos recolhedores/motoqueiros e d) grupo dos comerciantes ou cambistas.

Histórico

Três grupos atuavam há mais de dez anos em Varginha, Elói Mendes, Três Pontas e Pouso Alegre, tendo a organização criminosa arrecadado cerca de R$ 40 milhões em três anos através de exploração de hotel e fazenda, bem como de compra e venda de veículos usados.

Foram denunciadas 49 pessoas entre exploradores de jogos ilegais, empresários, gerentes de bancas de apostas, recolhedores de apostas, comerciantes (os chamados apontadores) e policiais civis.

Com MPMG

 

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