Renan Calheiros defende CPI estendida para Petrobras, metrô e porto

Ele reafirmou que, se é possível acrescentar fatos durante a apuração da CPI, "muito mais" pode no ato de criação dela; segundo ele, essa é uma decisão que terá de ser "pacificada"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Wilson Dias/ABr
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), saiu mais um vez em defesa da instalação da "CPI combo" da Petrobras. "Como o Congresso pode investigar a Petrobras, e acho que deve investigar sim, e não investigar o metrô, o Porto de Suape, a corrupção que houve em relação aos recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia, que pagou inclusive marqueteiros nas campanhas eleitorais? Vamos aproveitar e investigar tudo", afirmou.

Renan disse que estaria "desatendendo a maioria" se decidisse que valeria apenas a CPI limitada, proposta pela oposição para investigar quatro fatos que envolvem a Petrobras. Ele reafirmou que, se é possível acrescentar fatos durante a apuração da CPI, "muito mais" pode no ato de criação dela. Segundo ele, essa é uma decisão que terá de ser "pacificada".

O presidente do Senado sinalizou que vai adotar o mesmo entendimento para se fazer a "CPI mista combo" da Petrobras. Na terça-feira que vem, dia 15, uma sessão do Congresso Nacional vai decidir se vai instalar a CPI mista proposta pela oposição, exclusiva da Petrobras, ou a da base, que inclui apurações que envolvem o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos.

"A oposição já disse que vai priorizar a CPI mista. O problema que acabou ensejando a questão de ordem foi a CPI do Senado, e é evidente que a CPI do Senado vai balizar a decisão do Congresso Nacional", afirmou. "Essa investigação é política, extraordinária. Se é política, partidos vão dizer se querem a CPI da Câmara, do Senado, ou a mista. Essa é decisão dos lideres", destacou.  

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