Rede social para proteger casas

Moradores da capital já usam aplicativo que une vizinhos para impedir assaltos a residências

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda |

Acordo. A Associação dos Moradores do Belvedere já fez convênio com a empresa para baretear sistema
JOÃO MIRANDA / O TEMPO
Acordo. A Associação dos Moradores do Belvedere já fez convênio com a empresa para baretear sistema

Em meio ao avanço da criminalidade no Estado, moradores da capital estão usando a tecnologia para aumentar a segurança de suas casas. Trata-se de um aplicativo capaz de criar uma rede social restrita aos vizinhos e familiares e que permite gerar alertas para todo o grupo, além de acionar e monitorar os equipamentos de vigilância da residências à distância, por um smartphone.

O sistema foi lançado em março deste ano e tem funcionamento parecido com o da rede de vizinhos protegidos da Polícia Militar, só que de maneira virtual. O morador que já conta com algum sistema de proteção em casa pode contratar o serviço, que vai sincronizar os equipamentos com o aplicativo do programa. A partir daí, essa pessoa pode adicionar vizinhos de confiança, familiares e amigos em uma rede social restrita. Os aparelhos de segurança conectados passam então a emitir alertas a qualquer sinal de irregularidade. Essa notificação ficará visível para todas as pessoas do grupo, que poderão tomar as providências necessárias. O fundador da Denox, empresa que criou o sistema, Gustavo Travassos, explica que os aparelhos são de fácil instalação. “Para o funcionamento, basta apenas uma rede de internet na casa que vai se comunicar via wireless com os equipamentos de segurança. A partir daí esses instrumentos já vão se comunicar com a rede social. Já para os vizinhos e amigos que vão integrar a rede de segurança, basta baixar o aplicativo gratuito em seus celulares”, esclarece. Os usuários adicionados à rede social também podem contribuir emitindo alerta por mensagens, em caso de alguma movimentação suspeita. Distância. Outra funcionalidade do sistema é acionar pelo celular os aparelhos de segurança e até mesmo ter acesso em tempo real às imagens das câmeras. O engenheiro Geraldo Magela Oliveira, 55, foi um dos primeiros a testarem o aplicativo e diz que se sentiu mais seguro. “Além de contar com a vigilância dos meus vizinhos, consigo ainda ligar ou desligar o alarme da minha casa à distância ou até mesmo acender ou apagar uma lâmpada que esteja ligada em uma tomada integrada ao sistema”, contou. Ele mora no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e quer implantar o sistema em todo o condomínio em que mora. O custo do aplicativo varia de acordo com o número de equipamentos da residência que estarão conectados à rede. O pacote básico sai pelo preço de R$ 59 mensais. Já o mais caro, que conta com a possibilidade de transmissão das imagens das câmeras de segurança em tempo real, é oferecido a R$ 145.

Como funciona Instalação. Quem já conta com equipamentos de segurança instalados em sua residência contrata o serviço, e, por meio de uma rede de internet, os aparelhos são conectados ao aplicativo via wireless. Criação da rede. Após a instalação, a pessoa pode criar um grupo em uma rede social restrita. Ele escolhe os vizinhos de confiança, familiares e amigos que poderão fazer parte do grupo. Basta que as pessoas escolhidas baixem em seus celulares o aplicativo, que é gratuito. Funcionamento. A cada sinal de irregularidade percebido pelos equipamentos de segurança, um alerta será publicado nessa rede social. O vizinho mais próximo pode ir até a residência, conferir o que está acontecendo e informar se é um problema sério, como um arrombamento, ou se foi apenas um incidente. Os integrantes da rede também podem fazer alertas caso vejam situações suspeitas. Operação. Com o sistema, o grupo fica sabendo o momento em que houve a ativação e desativação do alarme e assim sabe quando a casa está vazia e quando o morador está lá. Também é possível monitorar as imagens da câmera de vigilância em tempo real e até acender ou apagar luzes da casa.

Empresa busca parceria com a Polícia Militar A empresa Denox, que desenvolveu o aplicativo pretende apresentar o sistema para representantes da Polícia Militar de Minas. A ideia é pensar na possibilidade de integrar a corporação às redes sociais protegidas. “Lançamos o produto há pouco tempo e agora estamos avaliando possíveis parcerias”, revelou o fundador da empresa, Gustavo Travassos. A Associação dos Moradores do Belvedere, bairro na região Centro-Sul de Belo Horizonte, já firmou um convênio com a empresa para facilitar a aquisição dos associados ao programa.

 

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