Doleiros sob mira de força-tarefa

iG Minas Gerais |

Brasília. O procurador geral da República, Rodrigo Janot, criou uma força-tarefa de seis procuradores para reforçar as investigações sobre Alberto Youssef e mais três doleiros suspeitos de lavagem e evasão de divisas, entre outros crimes. Os quatro teriam movimentado cerca de R$ 10 bilhões nos últimos anos, conforme cálculos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), uma das bases da operação Lava Jato.  

Os procuradores terão cinco meses para se dedicar com exclusividade às investigações. A decisão de criar uma força-tarefa específica para o caso é uma indicação clara da abrangência da investigação. Parte das informações obtidas pela Polícia Federal na primeira parte da operação levaram o deputado André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, a se licenciar do cargo por dois meses.

Em conversas interceptadas durante a investigação, a polícia descobriu que o deputado prometeu ajudar Youssef a conseguir um contrato de R$ 31 milhões do laboratório Labogen com o Ministério da Saúde. Os trechos sobre os vínculos entre Vargas e o doleiro foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caberá ao tribunal decidir se autoriza ou não abertura de inquérito sobre os supostos negócios do deputado federal com o doleiro.

Já a Justiça Federal do Paraná determinou na terça-feira que o Ministério da Saúde entregue à Polícia Federal cópia integral do processo de contratação do Labogen. Para a Justiça Federal, os documentos entregues pelo ministério até o momento estão incompletos e não permitem a devida análise do caso.

Depois que o caso do contrato do Labogen com o Ministério da Saúde veio a público, o documento foi suspenso.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave