Moradores da Maré pedem ao prefeito melhorias em saúde e educação

Os presidentes de associações de moradores da região elencaram duas prioridades; outro reclamou da diferença de investimentos entre as comunidades

iG Minas Gerais | Da Redação |

Um encontro de aproximadamente duas horas, na tarde desta quarta-feira  (9), entre o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e lideranças comunitárias do Complexo da Maré, serviu para mapear as principais necessidades da comunidade. Os presidentes de associações de moradores da região elencaram duas prioridades: saúde e educação, incluindo a infantil.

O presidente da Associação de Moradores da Praia de Ramos e Roquete Pinto, Cristiano Reis, reclamou que as duas comunidades estão recebendo menos investimentos do que as demais do complexo. “Precisamos de saneamento básico e de posto de saúde, mas principalmente de uma creche, o que hoje não temos. Quem tem filho pequeno tem que botar alguém para tomar conta ou simplesmente não trabalha, pois vai deixar as crianças com quem? A questão da saúde também está muito precária”, declarou o líder comunitário.

Reis disse que uma creche municipal, chamada de Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI), com 300 vagas, já seria suficiente para atender à demanda das duas comunidades, que têm cerca de 20 mil moradores, segundo ele.

Para o presidente da Associação de Moradores do Parque Maré, José Carlos Barbosa, a prioridade é a construção de mais unidades de saúde, para atender o total de 130 mil pessoas que moram no complexo de 15 favelas, à beira da Baía de Guanabara, zona norte da cidade.

“Precisamos de três clínicas da família, pois a necessidade existe e a demanda da população precisa ser atendida. Não queremos só a ocupação militar, com o poder ostensivo da polícia, mas principalmente as ações que todos precisamos para atender nossos jovens e nossos idosos”, disse Barbosa. Segundo ele, só no Parque Maré moram cerca de 25 mil pessoas.

O prefeito do Rio acenou com a instalação das clínicas da família, que são unidades de saúde geridas por organizações privadas, além da construção de 19 unidades de ensino, incluindo um campus educacional, que agrupará em um mesmo espaço seis escolas e um EDI até 2016.

“O objetivo é termos todas as crianças da Maré estudando em tempo integral. A licitação ocorreu na semana passada, e a gente deve começar as obras do campus escolar, perto da Vila Olímpica, dentro de um mês. Além disso, faltam três clínicas da família, e vamos começar de imediato a construção”, disse Paes.

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