Militantes pró-Rússia libertam reféns no leste da Ucrânia, diz governo

Governo interino de Kiev promete por fim a protestos separatistas nos próximos dois dias; edifício continua cercado por tropas, que nessa terça expulsaram separatistas em Kharkiv

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Militantes pró-Rússia que ocupam desde o fim de semana a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), na cidade de Lukansk libertaram nesta quarta-feira (9) os 56 pessoas mantidas reféns desde terça-feira (8) no prédio.

O edifício continua cercado por tropas do governo, que nessa terça-feira expulsaram separatistas em Kharkiv.

Segundo as autoridades ucranianas, os ativistas pró-russos recolheram as armas do arsenal da sede do SBU e colocaram minas em seu interior.

O governo de Kiev redobrou as medidas de segurança nas regiões do leste do país, com população majoritariamente falante de russo.

O chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia, Sergei Pashinski, advertiu que o governo utilizará a força se os ocupantes dos edifícios públicos não os deixarem pacificamente.

"Se não encontramos uma forma de resolver a situação pacificamente, vamos agir de acordo com a lei antiterrorista e outras normas", declarou nessa terça-feira, Pashinski.

O ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, disse que o impasse nas regiões orientais do país devem ser resolvidos nos próximos dois dias, por meio de negociações ou da força. "A operação antiterrorista segue em curso e podemos utilizar qualquer ação planejada a qualquer momento", disse o ministro.

O deputado opositor Serhi Tyhipko disse ter entrado no prédio e não ter visto reféns ali. Ele pediu que o governo interino de Kiev, que assumiu o poder após a derrubada do líder pró-russo Viktor Yanukovich, escute as demandas dos russos étnicos do leste da Ucrânia.

"As autoridades não escutam o sudeste. As pessoas expõe suas demandas e ninguém escuta", disse Tyhipko.

O Parlamento da Ucrânia aprovou nessa terça uma série de emendas que endurecem as penas por crimes contra o Estado e punem com até 15 anos de prisão ou prisão perpétua as ações separatistas que levem à morte de pessoas ou tenham consequências graves.

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