Afastado, Leonardo revela que voltará a ser treinador

Ex-dirigente do Paris Saint-Germain disse que não vê a hora para voltar ao banco de reservas

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Punição de nove meses foi ampliada para um ano após revisão
REPRODUÇÃO/PSG
Punição de nove meses foi ampliada para um ano após revisão

Leonardo nunca desejou tanto sentar em um banco de reservas como agora. Depois de nove meses afastado do ambiente do futebol, o ex-jogador, admite, enfim, voltar ao mundo da bola. Em entrevista à Agência Estado, o ex-dirigente do Paris Saint-Germain revelou que irá retomar sua carreira como treinador. A volta à beira do gramado ainda não tem data definida, mas, se tudo der certo, ele não terá de esperar por mais de quatro meses para entrar em ação. "Minha ideia é que na próxima temporada eu já possa a voltar como treinador. Vou continuar na Europa, o plano é esse. Acho que com minha experiência estou encontrando o meu modelo ideal de trabalho. Depois do PSG tive um tempo para me organizar e estou pronto para voltar", afirmou. Apesar de fazer mistério sobre seu destino, Leonardo dá uma dica de como deverá ser sua função no novo clube. "Aqui (na Europa), a posição de treinador é muito importante. Não tem só a parte tática e técnica. Existe uma parte de gestão que você precisa ser inserido. É um todo. Na Inglaterra, por exemplo, ainda mais. Lá ele é um manager e está ligado a até uma parte mais operacional, de mercado. Minha ideia é viver um pouco isso, porque eu tenho os dois lados, não tem jeito de eu separar uma coisa da outra". Sua experiência em grandes clubes europeus dá o direito de Leonardo pensar dessa maneira. Ex-jogador do Milan, ele assumiu o cargo de dirigente do clube italiano em 2003, onde ficou até 2009, quando foi anunciado como técnico da equipe. Após um ano, por problemas de relacionamento, ele encerrou o ciclo no clube. "Eu saí do Milan por conta de um problema de relacionamento pessoal, não tinha nada a ver com uma relação profissional, a questão não foi resultado. Depois de 14 anos de clube, aconteceu isso e decidi sair".  Em uma atitude corajosa, o ex-lateral aceitou o convite da Inter de Milão, maior rival do seu ex-clube. Lá, ele conquistou seu primeiro título como treinador - a Copa da Itália da temporada 2010/2011 -, mas saiu com apenas seis meses de trabalho, após receber uma proposta tentadora para abrir mão da carreira de treinador e voltar a função diretiva no então novo milionário Paris Saint-Germain. EUFORIA E TRISTEZA - Em Paris, Leonardo foi um dos responsáveis por montar o que hoje é considerado um dos times mais fortes do mundo. Com um grande investimento, ele conseguiu contratar nomes como Thiago Silva, Ibrahimovic, Lucas, Pastore e Lavezzi. Porém, sua história não teve um final feliz.  Em junho de 2013 se envolveu em uma confusão com um árbitro durante uma partida do Campeonato Francês, acabou julgado e condenado a 13 meses de suspensão. Em julho acabou pedindo demissão do clube. No banco dos réus, a primeira batalha ele já venceu. "Eu já ganhei no tribunal de Paris. Só que eles fizeram um apelo à Corte Suprema e agora eu vou ter que resolver por lá. O que poderia ser uma suspensão pequena, acabou virando essa coisa enorme", lamentou. Independentemente do resultado da audiência que acontece nesta quarta-feira, Leonardo já terá cumprido sua pena em agosto, quando as grandes ligas europeias voltam à ativa. Apesar do episódio trazer grandes prejuízos a sua carreira, virar essa página é apenas uma questão de tempo.

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