Novas tecnologias oferecem suporte aos times de vôlei

Informações passadas chegam para os técnicos e assistentes em tempo recorde

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Dados. Programas como o DataVolley e o DataVideo analisam informações e imagens de uma partida para auxiliar a equipe técnica
Renato Araujo / Sada Cruzeiro Vo
Dados. Programas como o DataVolley e o DataVideo analisam informações e imagens de uma partida para auxiliar a equipe técnica

Quem está no vôlei há mais de uma década não se cansa de agradecer e elogiar os aparatos tecnológicos que existem hoje à disposição. As comissões técnicas, que antes eram formadas por treinador, assistente técnico e preparador físico, contam atualmente com a presença de um estatístico, profissional que trabalha com vários programas que passam dados online de tudo que acontece em uma partida.

Atrás da quadra, o estatístico digita o que vê para o assistente, logo ali no banco de reservas. As informações chegam ao treinador rapidamente. “O nosso técnico Marco Pacheco até brinca dizendo que todos esses programas são como uma Ferrari. É algo de outro mundo mesmo, principalmente se comparamos com uma época em que não tinha nada disso”, brinca Marcel Marz, assistente do Sesi-SP, um dos finalistas da Superliga masculina no próximo domingo.

Os dados transmitidos permitem a análise e a leitura de aproveitamento em fundamentos e índices dentro de um jogo. O programa DataVolley é o responsável por mostrar os dados, enquanto o DataVideo mostra as informações por meio de imagens, dando um importante complemento ao estudo do próprio time e do adversário. Acompanhando a chegada dos tablets, foi criado o programa Click and Scout, que passa as mesmas informações de forma resumida.

No Sada Cruzeiro, o outro finalista da decisão marcada para o ginásio do Mineirinho, o responsável pelas estatísticas é Tiago Silva. Ele se lembra bem do seu começo na função e do esforço que era necessário para cumprir com as obrigações. “Como existe um acordo de os clubes trocarem as imagens, naquela época era preciso gravar os vídeos em CD e enviar por correio para 20 times diferentes. Hoje a internet possibilita que todos recebam tudo em tempo real. Facilitou demais a nossa vida”, declara.

Mais velho que Silva, Marz parece ter sofrido mais com uma época sem internet. “A filmagem era em VHS e a qualidade era outra”, recorda.

Ferramentas

Complementos. Outros aparatos são usados pelos times, como canhões de bola, que fazem a função de um sacador, além do radar, que mede a velocidade dos serviços de cada atleta.

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