Falta estrutura para que alerta de tremor funcione

Sismógrafo comprado em 2013 ainda não foi instalado pela Unimontes

iG Minas Gerais | jhonny cazetta |

Bombeiros. Moradora alegou surgimento de trincas em sua casa, e agentes fizeram vistoria no imóvel
Reproducao / Inter Tv
Bombeiros. Moradora alegou surgimento de trincas em sua casa, e agentes fizeram vistoria no imóvel

Prometido para maio do ano passado, o Núcleo de Estudos Sismográficos de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, esbarra na falta de estrutura para começar a funcionar e alertar adequadamente os moradores sobre os tremores de terra. Se o espaço já estivesse em ação, informações imediatas sobre os frequentes abalos sísmicos na cidade – como o de intensidade 2.9 na escala Richter que atingiu o município no fim da noite de anteontem – poderiam ser repassadas online e auxiliar o trabalho de agentes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

“Com esses dados em mãos, sem dúvida, poderíamos dar uma resposta mais rápida à população. Poderíamos saber o tamanho do problema e onde ele ocorreu com maior intensidade”, afirmou o secretário municipal de Defesa Social, Franklin Silveira

Além disso, dos dois sismógrafos comprados em abril de 2013 – em um investimento de R$ 150 mil –, apenas um já foi instalado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O outro, que tinha instalação prevista para o ano passado, segue dentro da instituição.

Dois aparelhos da Universidade de Brasília (UnB) também estão instalados na cidade, mas ainda não podem funcionar online, no núcleo.

A falta das informações em tempo real, além de atrapalhar os alertas, prejudica os estudos que poderiam já estar sendo feitos em parceria com a Unimontes, segundo o coordenador do Observatório Sismológico da UnB, Lucas Barros. “O núcleo facilitaria muito o nosso trabalho, e é importantíssimo para estudos complementares da análise que fizemos na região em 2012 e para entendermos os ciclos de tremores da região”, afirmou. Ainda de acordo com Barros, atualmente as primeiras informações obtidas dos abalos são conquistadas por meio de um sismógrafo localizado em Itacarambi, a 232 km de Montes Claros.

“Para coletar dados precisos na cidade (Montes Claros), técnicos precisam ir até os aparelhos instalados. Isso gasta tempo e é uma dificuldade a mais”, disse.

Segunda-feira. O tremor que atingiu o município às 23h55 de anteontem causou rachaduras em pelo menos 13 casas. Os imóveis foram vistoriados nesta terça-feira.

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