Patrimar abre hotel em BH e constrói outro em Campinas

Construtora mineira investe R$ 53 milhões em unidade hoteleira de 216 suítes na Savassi

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Diferencial. O presidente da Patrimar, Alex Veiga, diz que BH sai de uma hotelaria antiga e ganha o Holiday Inn, um presente para a cidade
douglas magno
Diferencial. O presidente da Patrimar, Alex Veiga, diz que BH sai de uma hotelaria antiga e ganha o Holiday Inn, um presente para a cidade

Foram seis meses de pesquisa até a Patrimar optar pelo produto – o quatro estrelas Holiday Inn – e pela operadora do hotel, a cadeia mundial IHG, há cerca de três anos e meio, antes de se decidir pela diversificação dos negócios no setor hoteleiro em Belo Horizonte. Ontem, mal o presidente da Patrimar, Alex Veiga, 55, entregou o primeiro hotel da construtora na Savassi, o Holiday Inn, com aportes de R$ 53 milhões, e já se prepara para a construção do segundo hotel no portfólio da empresa.

O empreendimento será erguido em Campinas (SP). “Porque é a segunda cidade de São Paulo e lá tem o aeroporto de Viracopos, outro hub, além de termos um empreendimento enorme em construção em Campinas”, explica Veiga.

A tendência é que o hotel da Patrimar em Campinas também seja da rede IHG. “Agora, estamos na fase de conhecimento da cidade para fazer o produto certo para o local”, conta o empresário. A Patrimar já comprou o terreno para o hotel, que terá 186 quartos. Mas ainda estão definindo a tipologia (padrão) da unidade.

Sobre o Holiday Inn, Veiga conta que está construído num terreno de 1.800 m², comprado há três anos, com investimento de R$ 38 milhões na construção, além de outros R$ 15 milhões gastos com equipamentos para a montagem do hotel de 216 unidades.

A escolha da cadeia IHG para administrar, de acordo com Veiga, foi por ser considerada a maior do mundo e por ainda não estar em BH. “Na época, fomos procurados por várias outras”, conta. Outro facilitador é que a IHG é uma rede mundial que tem um programa de fidelidade que faz a pessoa adquirir pontos quando se hospeda.

A IHG, explica Veiga, tem uma central de reservas que atende o mundo inteiro e essa central já tinha várias consultas para BH. “Então, eles já tinham um indicativo de que BH comportava um hotel”.

A escolha do padrão quatro estrelas aconteceu depois de uma pesquisa da Patrimar que indicava uma lacuna no segmento para altos executivos. “Toda a área minerária fica em BH. E existe o turismo de negócios, das cidades históricas e Inhotim”, explica Veiga.

No primeiro ano de funcionamento, a gerente geral do Holiday Inn, Jacqueline Salles, espera uma taxa de ocupação de 66%. “Para a Copa, nos períodos em que há jogos, já temos 80% de ocupação e alguns dias com até 100%”, diz. Dentre os diferenciais, Salles cita a internet em alta velocidade, Smart TV com interatividade, ferro e tábua de passar roupa no quarto.

“Esse é um Estado muito importante e sempre vai apresentar uma grande oportunidade para desenvolvimento”, diz o COO da IHG para a América Latina, Álvaro Diago, sem novos planos para Minas Gerais.

Percepções

“Belo Horizonte teve um tempo dos hotéis familiares. Isso já era. Os hotéis existentes que não se modernizarem não vão suportar.”

“Tudo o que foi feito nesse hotel (Holiday Inn) foi aprovado nos EUA, na IHG. Isso é controle de qualidade e padronização. É o jeito internacional de as coisas funcionarem. Então, uma rede local não suporta a concorrência.”

Alex Veiga - presidente da Patrimar

Grandes números

R$ 500 mil custou a cozinha do restaurante Drumond do hotel Holiday Inn em BH

R$ 480 mil é o preço de uma unidade do hotel; no lançamento ela custava R$ 380 mil

R$ 305 vai ser o preço médio da diária do Holiday Inn, que tem diária inicial de R$ 275

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