Senhor de destinos

iG Minas Gerais |

O título não é anúncio de novela. Ao contrário, trata-se de uma realidade do período colonial, ligada à atividade dos senhores de engenho, que, até meados do século passado, eram coronéis políticos. São esses que, hoje em dia, julgando-se donos dos destinos políticos de qualquer um que possa servir a seus interesses, surgem repentinamente, sem cerimônia alguma, para dizer que fulano de tal será o candidato a isso e aquilo. Sim, mas não é o povo que tem a última palavra? Não é ele que aceita, ou não, pelo voto, esse tipo de mandonismo arcaico? À primeira vista, até parece que é, mas, na verdade, não fosse a obrigatoriedade do voto, estaria às escâncaras o desinteresse do povo, que não participa efetivamente do processo político. E quem perde com o desinteresse causado por essa ação de pseudolíderes ou donos de candidatos? Claro, a nação e cada um de nós, individualmente. Sentimos as consequências dessa falta de interesse, provocada pela preguiça ou pela desilusão de quem tem mais o que fazer do que ficar ouvindo blá-blá-blá, de despreparados para administrar até boteco de canto de rua. Por que dona Dilma é presidente da República? Será mesmo porque a maioria do povo, por consciência política, sufragou seu nome nas urnas? Mentira. A terrorista foi eleita porque esse mesmo povo se tornou pensionista da nação, ou seja, por interesse e personalismo, pois quem está acostumado a mamar não vai levantar cedo para enfrentar um curral molhado de esterco e lama para tirar leite de vaca... Por que um analfabeto escolheria uma terrorista para assumir o comando do país? O analfabeto sabe que para viver terá de se virar. Instrução não tem nada a ver com inteligência... O ex-Luiz é o melhor exemplo do que afirmo. Escolheu dona Dilma como sua sucessora, para surpresa geral, não porque ela fosse a melhor candidata, mas porque ninguém havia pensado nesse nome antes dele... Quantos políticos de prestígio poderiam ter sido escolhidos pelo homem das bolsas, que se dizia um pobre, como a maioria deles? Mas alguém que fosse conhecido poderia colocar em risco a paternidade da escolha. Assim, nem é preciso exame de DNA para se saber quem é o pai dessa criança. Aqui em Minas, encontraram para ser vice uma pessoa cordata, boa, igual a nós mesmos, mas só para ser vice. O Alberto, que nunca sabemos se ri para nós ou de nós, é gente boa e, se não é melhor que os candidatos indicados, não é pior que ninguém. Então, o homem já é governador, e a candidatura do Aécio não poderia condenar um governador de Minas Gerais a uma situação de “capitis deminutio” dessa. Eu chutaria o balde, nem que fosse para ter só o meu voto, mas seria candidato à reeleição. Também não é todo dia que se acha um Anastasia na vida... Aécio se transformou num “senhor dos destinos” dos seus correligionários, na melhor hipótese...

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