Segunda edição do projeto é focada na criação musical

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Roberto Tibiriçá deve focar as relações entre o popular e o erudito
Paulo Lacerda
Roberto Tibiriçá deve focar as relações entre o popular e o erudito

Ancorado na presença de Jorge Mautner, que inicia hoje a segunda edição do projeto Retratos de Artista, no café do espaço CentoeQuatro, e de Paulo César Pinheiro, Hermeto Pascoal e Roberto Tibiriçá, o evento desta vez gravita em torno do segmento da música.

Renarde Freire Nobre, professor do departamento de Sociologia da UFMG e coordenador da iniciativa, explica que a escolha deve muito à riqueza da área artística, especialmente quando se observa a produção local. “Sem dúvida este é um campo de fecundidade criativa inquestionável. Nós selecionamos pessoas que representassem uma variedade do cenário musical e já tivessem consolidada uma trajetória, justamente para ter algo a dizer especialmente em relação à sua experiência. Cada um deles são estimulados a tecer diálogos com o público. Ali, eles não estão convidados para tocar, mas para prosear”, diz Renarde Freire Nobre.

Se no primeiro encontro, Jorge Mautner se apresenta ao lado da escritora Vera Casa Nova, nas próximas semanas, Paulo César Pinheiro (16/4), Hermeto Pascoal (23/4) e Roberto Tibiriçá (30/4) recebem Sérgio Santos, Kiko Ferreira e Heloisa Fischer, respectivamente. A escolha dos mediadores, de acordo com Nobre, visa também orientar e provocar o rumo das conversas, embora o caminho que elas possam tomar é livre.

“Não há um eixo temático específico, nós pensamos mais na ideia de ter alguém que, junto com o convidado, consiga conduzir um pouco os relatos dessas experiências. No caso de Mautner, a Vera Casa Nova é uma escritora que tem uma relação muito íntima com a poesia e com a música, e disso podem surgir algumas observações interessantes. Já para dialogar com Paulo César Pinheiro nós chamamos Sérgio Santos com quem ele compôs várias canções. Talvez, em razão disso, o encontro entre eles seja direcionado mais para o rumo das parcerias”, afirma Nobre.

“Já Hermeto Pascoal, vai estar ao lado do crítico Kiko Ferreira, e Roberto Tibiriçá conversa com Heloisa Fischer, que é especialista em música erudita. Os dois podem levantar pontos interessantes que suscitem a reflexão sobre os vínculos que eles percebem entre a criação deles, a vida, a cultura e os valores da sociedade brasileira”, acrescenta.

Neste ano, será a primeira vez que o evento deixa o ambiente da universidade para ser realizado em um café. De acordo com organizador, a ideia é ressaltar o tom de informalidade e ampliar o alcance do público. “Essa proposta se alinha com o espírito do evento que é quebrar a seriedade acadêmica e expandir as fronteiras do público para além das pessoas que circulam no ambiente universitário”, diz.

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