"Não é justo suspender o aumento", diz Marcio Lacerda sobre a tarifa

Prefeitura já entrou com recurso contra a liminar que suspendeu o reajuste das passagens de ônibus; até o momento, não houve decisão para esta nova tentativa de barrar suspensão

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Custo-benefício. Usuários ponderam que, diante dos problemas do sistema, reajuste não se justifica
Cristiano Trad - 12.3.2012
Custo-benefício. Usuários ponderam que, diante dos problemas do sistema, reajuste não se justifica

A Prefeitura de Belo Horizonte entrou nesta terça-feira (8) com recurso contra a liminar que suspende o reajuste das passagens de ônibus. Os consórcios das empresas de ônibus também já haviam entrado com o pedido.

A decisão será tomada pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) Kildare Carvalho. A expectativa era que o resultado saísse ainda nesta terça, mas, até o início da noite, nada havia sido divulgado.

O argumento da prefeitura é de que o aumento de R$ 0,20 na tarifa foi calculado após o relatório produzido pela empresa Ernst & Young (EY) que considerou os custos dos consórcios e os investimentos no Move.

O fato de a liminar conceder um período mínimo de 30 dias de suspensão do aumento, até que o Ministério Público de Minas (MPMG) conclua a perícia do relatório, foi enfatizado no recurso impetrado.

"Não é justo"

“A decisão (do MPMG) vai contra os interesses da sociedade. Não é justo suspender um aumento que foi decidido com bases legais, e as empresas estão com dificuldades. É impossível que os técnicos do órgão façam em 30 dias a revisão de um relatório que durou um ano (para ser feito)”, afirmou o prefeito Marcio Lacerda nesta terça.

A decisão de suspender o reajuste, previsto para valer a partir do último domingo (6), ocorreu na sexta-feira anterior. O MPMG alegou demora da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) em entregar o relatório, esperado desde agosto do ano passado. Após receber o documento, a promotoria teve menos de uma semana para analisá-lo antes do reajuste da tarifa.

No domingo e na segunda-feira (7), alguns consórcios mantiveram a cobrança de R$ 2,85 mesmo com a decisões da Justiça e da BHTrans de suspensão. 

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