Novo Centro Socieducativo de Vespasiano terá capacidade para 40 jovens

Para adaptação do imóvel, de acordo com as exigências previstas em lei, o Governo de Minas vai investir cerca de R$ 2 milhões.

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Região Metropolitana de Belo Horizonte vai ganhar novas 40 vagas para internação de adolescentes em conflito com a lei já no segundo semestre deste ano. Na segunda-feira (7) começou a reforma do imóvel onde será implantado o Centro Socioeducativo de Vespasiano. O local será adaptado segundo regras do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE).

O novo Centro Socioeducativo terá capacidade para 40 jovens do sexo masculino e funcionará em uma escola desativada há vários anos no bairro Morro Alto. Para adaptação do imóvel, de acordo com as exigências previstas em lei, o Governo de Minas vai investir cerca de R$ 2 milhões.

O local terá alojamentos, salas para oficina, consultórios médico e odontológico, salas de atendimento, quadras esportivas, escola formal, biblioteca, espaço reservado para visitas de familiares, instalações para a administração, refeitório e apoio técnico especializado. Além de receber os adolescentes da cidade, a unidade irá reforçar as já 483 vagas de internação já existentes na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além de Vespasiano, Minas Gerais ganhará outras quatro novas unidades em 2014: Ipatinga, Passos, Tupaciguara e Janaúba, com 40 vagas cada uma.  No total, o sistema  socioeducativo de internação mineiro, que hoje possui a capacidade para 1.252 adolescentes, será ampliado em mais 200 vagas, um incremento 16%. O investimento total será cerca de R$ 14,5 milhões, recurso estadual.

De acordo com a Subsecretária de Atendimento às Medidas Socioeducativas, Camila Nicácio, as novas unidades ampliam a oferta de vagas para adolescentes infratores, principalmente para aqueles que cometeram crimes mais graves, como homicídios.  “A secretaria está implementando uma política de expansão que atenda equilibradamente todo o Estado de Minas Gerais”, explica.

Para Camila Nicácio, a ampliação do sistema não pode ser feita de qualquer maneira. “A lógica da expansão é de regionalização. Estamos ampliando as vagas visando a um duplo efeito. O adolescente, por um lado, recebe a responsabilização tempestiva pelo ato infracional praticado, com a consciência de que se infringir a lei será responsabilizado imediatamente, e, ao mesmo tempo, evita-se uma sensação de impunidade na sociedade, em todas as regiões do Estado”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave