Ossada encontrada em Poços de Caldas é mesmo de funcionária Pública

Investigações da Polícia Civil apontaram que servidora foi mesmo executada a mando de ex-marido que pagou quatro pessoas para realizarem o crime

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Andréa voltava para casa quando foi abordada por possíveis sequestradores
Reprodução EPTV / Michel Diogo
Andréa voltava para casa quando foi abordada por possíveis sequestradores

Os restos mortais encontrados em janeiro deste ano na zona rual de Poços de Caldas, no Sul de Minas, são mesmo da funcionária pública Andréa Araújo de Almeida, de 34 anos. A informação foi confirmada por meio do resultado de exame de DNA, realizado pelo Instituto de Criminalística de Minas Gerais, divulgado nessa segunda-feira (8).

A informação do delegado João Marcos de Andrade Prata, do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), responsável por investigar o caso, é que o resultado será anexado ao processo e encaminhado a Justiça do município, onde aconteceu o crime e corre a ação contra os envolvidos.

Suspeitos

Em março deste ano, Polícia Civil apresentou os cinco envolvidos na morte e desaparecimento da funcionária pública. As investigações apontaram que o empresário João Batista dos Reis, de 54 anos, ex-marido da funcionária pública, teria contratado quatro pessoas para executar a ex-companheira.

As apurações indicaram que o empresário  havia contratado o traficante Ednilson Martins de Souza, conhecido como Paulista, de 37 anos, e sua esposa, Liliane Gonçalves da Silva, de 29, para que eles encontrassem dois pistoleiros. O traficante teria entrado em contato com Luciano Monteiro Santos, o Galego, de 39 anos, e Márcio da Silva Santos, o Negão, de 29, ambos baianos, para executar o crime.

A informação é que o ex-companheiro de Andréa tenha mandado matá-la por causa de um processo em tramitação na Justiça. Na ação, a vítima teria pedido R$ 10 mil mensais de pensão.

Todos os cinco estão detidos e cumprem prisão preventiva. A informação é de que todos serão indiciados por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.

Relembre o caso

Andréa desapareceu quando estava a caminho de casa, no dia 15 de janeiro deste ano. A irmã dela contou à polícia que conversava com a servidora pelo telefone quando escutou dois homens anunciando um sequestro. Após os gritos, a ligação caiu e o celular foi desligado. Horas depois, o carro da servidora, um Ford Fiesta de cor azul, foi encontrado abandonado na rua Bolívia, no bairro Jardim Quisisana. O veículo estava com o motor ligado, chave na ignição e os vidros dianteiros abertos.

No dia 23 de janeiro, foi encontrada uma ossada em um sítio, a 20 km de Poços de Caldas, que pode ser da funcionária. O material foi encaminhado na época para o Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames. A Divisão Especializada de Operações Especais da Polícia Civil (Deoesp) está responsável por investigar o caso.

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