Morre o jovem que foi esfaqueado durante assalto

Pai de criança com 27 dias, vítima se ajoelhou e implorou para que suspeito não o matasse

iG Minas Gerais |

Previsão é que crime seja investigado pela Deoesp a partir de hoje
CHARLES SILVA DUARTE / O TEMPO
Previsão é que crime seja investigado pela Deoesp a partir de hoje

“Esta facada que ele deu no meu filho está no meu coração e nunca mais vai sair. Dói muito”. Foi com essas palavras que a aposentada Maria Teodorita da Silva, 61, se mostrou indignada com o assassinato de seu filho, o técnico em segurança do trabalho Lucas Henrique Silva e Souza, 26. O jovem, que teve o corpo sepultado ontem, foi vítima de um assalto no bairro Universitário, na região da Pampulha, na capital.

De acordo com a Polícia Militar (PM), Souza saía de um curso que fazia na região, na última sexta-feira, quando foi abordado por um homem. O suspeito roubou o celular, R$ 30 em dinheiro e o cartão de crédito da vítima.

Por causa de um suposto desentendimento no decorrer do assalto, o criminoso teria sacado uma faca e acertado três golpes no peito e na região abdominal de Souza. Antes da última facada, segundo testemunhas, o jovem teria se ajoelhado e pedido que o suspeito não retirasse a vida dele, pois tinha acabado de se tornar pai. O filho da vítima tem 27 dias.

Após o crime, o homem – que até ontem não havia sido identificado nem preso – saiu correndo pelas ruas do bairro. Já a vítima foi levada ao Odilon Municipal Behrens, onde passou por duas cirurgias e morreu, na tarde de anteontem.

“Desde o primeiro momento em que ele foi socorrido, pedia pela própria vida. Souza dizia que não queria morrer, pois tinha um filho para criar. Infelizmente, ele se foi cedo assim. É muito duro”, contou um tio do rapaz, Celso Teixeira da Silva.

investigações. Apesar de o crime ter ocorrido na última sexta-feira, a Polícia Civil ainda não começou a investigar o caso, que, segundo a assessoria de imprensa da corporação, pode ter sido um latrocínio – roubo seguido de morte.

As apurações deverão ficar a cargo da Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp) a partir de hoje. Denúncias podem ser feitas pelo 181. (JC)

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