Empresário de jogadores de futebol seria chefe do tráfico

Ângelo Marcos da Silva foi preso sob a acusação de comandar uma quadrilha internacional

iG Minas Gerais |

Ex-policial militar, Ângelo Marcos da Silva foi expulso por roubo
Reprodução/TV Globo
Ex-policial militar, Ângelo Marcos da Silva foi expulso por roubo

Santos. O empresário de jogadores de futebol Ângelo Marcos da Silva foi preso sob a acusação de comandar uma quadrilha de tráfico internacional de drogas que atuava no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Na semana passada, a Polícia Federal apreendeu 3,7 toneladas de cocaína e prendeu 23 pessoas, que faziam o tráfico internacional de drogas utilizando o Porto de Santos. A cocaína pura seguia para a Europa, Cuba e África.

Segundo a PF, o empresário era o coordenador da quadrilha, fazia os contatos com fornecedores da cocaína e controlava a qualidade da droga. Com autorização da Justiça, as mensagens de texto trocadas pelo bando foram monitoradas. Em uma delas, Ângelo combina com um dos integrantes da quadrilha a compra de um carregamento. O empresário escreveu: “Me manda uma foto”. E recebeu a imagem.

A embalagem da droga tinha um desenho que, segundo o delegado PF Reinaldo Campos Sperandio, era “uma maneira deles identificarem a qual organização criminosa pertence aquela droga que está sendo encaminhada, exportada para fora do Brasil”. Para embarcar as drogas, a quadrilha subornava funcionários terceirizados do porto.

Expulso. Ângelo foi policial militar durante 5 anos. Trabalhou no 2º Batalhão de Choque e foi expulso em 1997 por roubo. Em outubro do ano passado, virou sócio de uma empresa que gerencia a carreira de jogadores de futebol. A empresa Plus Sports e Marketing foi criada em 2010.

Entre os atletas que ela gerencia estão: Luciano, atacante do Corinthians, e Negueba, atacante do Flamengo.

A Polícia Federal acredita que parte do dinheiro usado na compra da sociedade veio do lucro que a quadrilha tinha no Porto de Santos com o tráfico de drogas. Um barco, avaliado em R$ 5 milhões, foi comprado com dinheiro do tráfico de drogas, de acordo com a polícia.

As investigações se concentram agora em outros bens – como casas e empresas – para saber se foram comprados ou não com a venda de cocaína.

A Plus Sports disse que está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações e que os jogadores não vão se pronunciar.

Envolvido

Casos. Silva era sócio de, ao menos, outras três empresas, diz a PF. Dois sócios dele e um funcionário de uma empresa foram presos em janeiro com 400 kg de cocaína dentro de um carro

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