Melhorar Confins antes da Copa é o desafio

Infraero promete para esta semana Plano Operacional para o Mundial

iG Minas Gerais | Pedro Grossi |

Assinatura. Solenidade contou com a presença de Dilma e do secretário de Aviação, Moreira Franco
AJL
Assinatura. Solenidade contou com a presença de Dilma e do secretário de Aviação, Moreira Franco

A entrada da iniciativa privada na administração do aeroporto de Confins não vai garantir que as obras de melhoria, previstas no edital de concessão, estejam concluídas até a Copa do Mundo. O aeroporto foi oficialmente concedido ontem ao consórcio BH Airport, formado pelo grupo CCR, pelas operadoras Flughafen Munchen e Flughafen Zürich, e pela Empresa Brasileira de Infraestrura Aeroportuária (Infraero). Os novos donos do aeroporto têm um prazo de 80 dias para realizar as intervenções mais urgentes no terminal.

O edital de concessão prevê que, 30 dias após a assinatura do contrato, o concessionário tem que apresentar à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) um plano de melhorias emergenciais para o aeroporto. A agência tem outros 20 dias para analisar o plano e devolver a proposta ao concessionário, que tem outros 30 dias para realizar os trabalhos. Esse prazo, no entanto, é insuficiente para que essas melhorias sejam implementadas até a Copa do Mundo. As obras realizadas pela própria Infraero já estão atrasadas e apenas 75% do que estava inicialmente previsto ficará pronto até o evento esportivo.

“Não é segredo para ninguém que as obras estão atrasadas, mas, apesar disso, posso garantir que o terminal 3 (provisório) estará pronto para a Copa e algumas melhorias no terminal 1, como escadas rolantes e elevadores, estarão concluídas”, disse o diretor presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

A Infraero prometeu para essa semana o lançamento do Plano Operacional para a Copa do Mundo. O documento que, segundo o presidente da instituição já está pronto, seria lançado ontem, mas em função da agenda da presidente Dilma Rousseff em Belo Horizonte ontem, esse evento foi adiado. A presidente participou de manhã, em Confins, da assinatura do contrato.

O estudo contém mais de 1.000 páginas com detalhes do fluxo de passageiros esperados para a Copa. “Sabemos quem comprou os ingressos, em que aeroportos essas pessoas vão chegar, qual será o trajeto das delegações. Temos todos os dados suficientes para garantir um trânsito seguro e confortável para quem visitar o Brasil em função da Copa”, garante do Vale.

Transição. Nos próximos 150 dias, Confins vai funcionar com uma gestão de transição, com a atual administração da Infraero sendo paulatinamente transferida para o BH Airport. O novo gestor, Paulo Rangel, só deverá assumir integralmente o aeroporto em agosto.

Até 2016, o concessionário tem a obrigação contratual de construir um novo terminal de passageiros, com, no mínimo, 14 pontes de embarque, ampliação do pátio de aeronaves, além da construção de uma segunda pista de pouso até 2020. A Anac também vai avaliar periodicamente 32 indicadores de qualidade, que, caso não sejam cumpridos, poderão gerar penalidades ao administrador privado. O consórcio pagou pelo terminal R$1,8 bilhão e pretende investir outros R$ 3,5 bilhões durante os 30 anos de validade do contrato.

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